Bolacha ao alto.
Partilha.
Os sacerdotes escoam como água doce.
Escapam do mar de gente. Cansados das braçadas contra a corrente.
Os pecados se reproduzem.
Como vinho em mesa farta.
A profanação assume contornos de mal.
Inflação.
No púlpito, o padre retorna evocando cânticos monetaristas.
Fala em prudência.
Responsabilidade.
A liturgia não perece.
Ao fundo, o chicote repousa.
Encena sua retomada.
A política monetária surge, então, penitenciando a economia das almas que entram e saem da sacristia.
A pressão sobe.
O emprego se contorce.
Ainda assim, o sofrimento conduz à purificação.
Altivo, o sacerdote promete estabilidade pela dor.
O bem, através do mal administrado dos juros elevados.
As regras são claras.
O paraíso exige expiação.
Foto de capa: Reprodução





