Alguns ditos populares nos ajudam a entender quem são os Bolsonaro, que não se cansam de trabalhar contra o Brasil. Vejamos:
1 – Quem sai aos seus não degenera e Filho de peixe, peixinho é
É preciso reconhecer que os filhos são iguais ao pai. Ou, pelo menos, tentam ser, no seu desejo de poder e defesa da ditadura, preservando a memória de torturadores como o coronel Carlos Brilhante Ustra. Pai e filhos miram apenas nos seus próprios interesses. Jair, o pai, ficou na Câmara Federal por 28 anos, sem nunca apresentar um único projeto relevante para a nação. Eduardo Bolsonaro, eleito para a Câmara, em três legislaturas, seguiu o exemplo do pai. Flávio Bolsonaro exerceu quatro mandatos como deputado estadual do Rio de Janeiro. Deste período restou apenas a denúncia das rachadinhas, quando o parlamentar mete a mão em parte do salário dos servidores de seu gabinete. No Senado, para o qual foi eleito em 2018, aprovou apenas dois projetos.
2 – Cachorro que ladra não morde
A família costuma ameaçar os adversários, que vê como inimigos, mas na hora h dá para trás. Nega o que disse. Os exemplos são muitos. O pai, corajoso ao imitar vítimas da pandemia, se afirmando o todo poderoso, que nada destruiria, agora, pede tratamento humanitário por estar doente (?). O filho Eduardo gravou vídeos comemorando as tarifas que o governo Trump impôs aos produtos brasileiros. Mais de uma vez, festejou a medida. Alardeou que a decisão norte-americana resultara do lobby feito por ele e pelo neto do último ditador brasileiro. Ao constatar que dera um tiro no próprio pé, passou a negar que é um traidor da pátria. Flávio, o 01, pego de calças curtas ao negar a relação – depois confirmada por ele mesmo – com Daniel Vorcaro, correu para Washington em busca de socorro. Foi beijar os pés do seu ídolo e pedir para que declarasse o PCC – Primeiro Comando da Capital e o CV – Comando Vermelho como grupos terroristas, sem medir as reais consequências desta medida. Depois do encontro com Trump, encontrou-se com Marco Rúbio, que anunciou novas tarifas aos produtos brasileiros. Mera coincidência? Duvido. Duvidamos todos os brasileiros que não fazemos parte da seita Bolsonaro. O 01 é tão traidor quanto o pai e o irmão Eduardo, que buscam a interferência dos Estados Unidos no Brasil. Para eles, o que interessa é preservar seus interesses e dos amigos, como faz Trump nos Estados Unidos. Não estão preocupados com o que possa acontecer com a nação.
3 – Diz-me com quem andas e te direi quem és
As amizades da família, no Brasil e no exterior, não recomendam. Renato Rovai, jornalista, fundador e editor da revista Fórum, afirma, em texto publicado em 31 de maio, que a “família Bolsonaro talvez seja o grupo político brasileiro que tem relações mais próximas e mais antigas com grupos criminosos”. Entre os amigos do peito do 01, ele cita o miliciano Adriano da Nóbrega, integrante do grupo de extermínio Escritório do Crime, morto em 5 de fevereiro de 2020, durante uma ação conjunta das polícias baiana e carioca. Outros dois citados por Rovai são Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, e Cláudio Castro, ex-governador do Rio, ambos envolvidos em investigações da Polícia Federal. No exterior, a família mantém uma relação de subserviência com o governo dos Estados Unidos, mais precisamente com o presidente Donald Trump, o vice-presidente J.D.Vance e o secretário de Estado Marco Rubio. Nenhum deles é exemplo de político ético e democrata. A eles importa apostar na eleição de Flávio Bolsonaro ao Planalto, o que transformaria o Brasil em colônia norte-americana, 204 anos após ter conquistado a independência de Portugal.
4 – Mentira tem perna curta
Entre as muitas mentiras propaladas por Jair Bolsonaro, vamos ficar em apenas uma, a que resultou na morte de 700 mil brasileiros: a vacina não salvaria ninguém da Covid. A salvação viria da ingestão da Cloroquina. Eduardo, desde que se mudou para os Estados Unidos, em busca da interferência de Trump no Brasil, em favor do pai, não para de mentir. Segue o exemplo paterno nas acusações a repórteres, que fazem o seu trabalho. O último caso de vitimização se deu quando um repórter do Intercept tocou a campainha de sua casa no Texas em busca de uma entrevista. O 03 acusou o repórter de invasão, chamou a polícia e ameaçou com processo na Justiça. As acusações são desmentidas pelo vídeo que o repórter gravou ao ser atendido pela mulher do ex-deputado. Flávio mentiu sobre sua relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Pouco depois, confirmou o áudio vazado das investigações da Polícia Federal, em que ele pede dinheiro para o filme sobre o pai, o já famoso e multimilionário Dark Horse.
5 – Onde há fumaça há fogo
A fumaça é grande e cheira mal. Faltam explicações sobre o uso dos R$ 61 milhões depositados pelo Banco Master para o Dark Horse. Faltam explicações sobre a fonte de renda de Eduardo, autoexilado nos Estados Unidos, que teve seu mandato de deputado federal cassado por ausência. De onde sai o dinheiro para manter uma casa e vida de luxo no Texas? Jair, o pai, declarou logo no início do tal exílio ter enviado R$ 2 milhões para o rebento, que faria parte dos recursos obtidos com doações PIX de seus eleitores. A fonte ainda não secou? O que mais Flávio pediu a Trump para alavancar a sua candidatura? Há muita fumaça por aí.
6 – Para bom entendedor, meia palavra basta
As relações de Jair, Eduardo e Flavio com o governo trumpista são suficientes para sabermos que se a família voltar ao poder, o Brasil e os brasileiros perderão não apenas a soberania, sofrerão com interferências, principalmente, na academia, na cultura, nas nossas riquezas e na economia, em que, de cara, abaterão o PIX. E, logicamente, os poderes das bigtechs, prontas a espalhar mentiras criadas pelo bolsonarismo, serão ampliados e não regulados.
7 – Gato escaldado tem medo de água fria
Neste caso, o gato somos nós, os brasileiros, que já vivemos sob duas ditaduras. Uma civil, outra, militar. Já fomos escaldados e tememos os autoritários, como Trump e os Bolsonaro. O que nos resta é lutar para manter a nossa independência, as instituições e a democracia que, mesmo imperfeita, é melhor do que qualquer tirania, em que o diabo é mais feio do que se possa pintar.
Foto de capa: Reprodução/Facebook





