Da Redação*
Um grupo de artistas, intelectuais e personalidades da cultura brasileira lançou nesta semana a campanha “Dê Block no Tigrinho”, iniciativa que pretende ampliar o debate sobre os impactos das apostas online no país e pressionar influenciadores digitais a deixarem de promover plataformas do setor. Coordenada pela organização 342 Artes, a mobilização reúne nomes de destaque da música, do teatro e da televisão.
Com o slogan “De que lado da influência você está?”, a campanha direciona suas críticas especialmente à divulgação de apostas por celebridades e criadores de conteúdo. Segundo os organizadores, a popularização das bets e dos cassinos virtuais tem sido impulsionada por estratégias de marketing que apresentam os jogos como oportunidades de lucro rápido, sem dar a mesma visibilidade aos riscos envolvidos.
Mobilização reúne artistas conhecidos
Entre os participantes da iniciativa estão Caetano Veloso, Gilberto Gil, Chico Buarque, Djavan, Paulinho da Viola, Marieta Severo, Camila Pitanga, Claudia Abreu, Letícia Sabatella e Luisa Arraes, entre outros artistas que aderiram ao movimento.
A campanha sustenta que influenciadores e personalidades públicas exercem papel decisivo na formação de hábitos de consumo, especialmente entre jovens, e defende maior responsabilidade na divulgação de conteúdos relacionados a apostas.
Riscos apontados pela campanha
Os organizadores afirmam que o crescimento acelerado das apostas online tem sido acompanhado por relatos de endividamento, problemas de saúde mental e comportamentos compulsivos ligados ao jogo. Também alertam para a ilusão de enriquecimento fácil frequentemente associada à publicidade das plataformas.
Outro ponto levantado pela mobilização é que parte significativa da renda de milhares de famílias estaria sendo direcionada às apostas, reduzindo recursos destinados ao consumo, à educação e a outras necessidades básicas.
Debate sobre publicidade e regulamentação
O lançamento da campanha ocorre em meio às discussões sobre a regulamentação das apostas e da publicidade do setor no Brasil. Entre as propostas em análise estão restrições à participação de influenciadores em campanhas promocionais e regras mais rígidas para anúncios dirigidos ao grande público.
Embora não defenda a proibição imediata das apostas, a campanha busca ampliar a conscientização sobre seus impactos sociais e estimular uma visão mais crítica em relação às promessas de ganhos fáceis disseminadas nas redes sociais.
* Redator: Solon Saldanha
Capa: arte criada pela redação com o uso de IA.





Uma resposta
Sou a favor da proibição de todos os jogos on-line. O maior endividamento da população é decorrente desses jogos.