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A tese da burla: o fascista não é um monstro | Por Fernando Horta

Entre o fim dos anos 1960 e o início dos 1970, a historiografia acomodou uma ideia consoladora: a de que havia algo de mágico nas lideranças nazistas, um fascínio capaz de hipnotizar um povo. Chamo isso de tese da burla. Enquanto não a enfrentarmos, o fascismo seguirá dormente — à espera do próximo líder.

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