Por INSTITUTO AMSUR*
A guerra desencadeada por Estados Unidos e Israel contra o Irã vem provocando reações que impactam muito diretamente o trânsito marítimo pelo Golfo Pérsico, particularmente com o fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passa um volume superior a vinte por cento de todo o petróleo destinado ao mundo e de componentes básicos da produção de fertilizantes. Diante desse quadro e da intervenção na Venezuela, detentora da maior reserva petrolífera entre os países produtores, os preços do petróleo bruto dispararam para níveis acima dos US$ 100 por barril. O mesmo aconteceu com o comércio de ureia, fertilizante nitrogenado produzido a partir da amônia, derivada do gás natural. Essa elevação de preços tem provocado impactos sobre o Brasil, inclusive incidindo sobre os preços de combustíveis, o que reflete em fretes mais altos, bem como no custo de produção de alimentos de origem agrícola, com potencial repercussão inflacionária, em pleno ano eleitoral. O atual governo brasileiro está diante da necessidade de formular respostas que busquem mitigar esses efeitos da crise, seja por políticas tributárias e fiscais, seja pela retomada de protagonismo pela Petrobrás, cuja venda de ativos estratégicos enfraqueceu sua capacidade de ação no abastecimento de derivados do petróleo, particularmente do Diesel e biocombustíveis, seja na produção de amônia.
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Foto de capa: Fumaça e chamas sobem em Teerã após ataques coordenados dos EUA e Israel. A escalada da guerra no Irã traz reflexos diretos para o preço do petróleo e a economia do Brasil | Abedin Taherkenareh/EFE/EPA




