Docente da USP gera polêmica ao sugerir que Israel deveria matar ativistas que sequestrou

Última edição em maio 6, 2026, 10:14
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TRIO SIONISTA

Da Redação*

O cientista político Samuel Feldberg, que atua na Universidade de São Paulo e na organização sionista StandWithUs, afirmou em programa de áudio que a resposta de Israel a grupos de ativistas internacionais deveria ser definitiva. As declarações, interpretadas como um incentivo ao uso de força letal contra civis, provocaram forte repercussão negativa nas redes sociais e no ambiente acadêmico.


Posicionamento radical em debate público

Durante sua participação no podcast “Levante”, o professor Samuel Feldberg classificou como “benevolente” a forma como as autoridades israelenses lidam com as frotas de ajuda humanitária, conhecidas como “Flotilhas”. O docente, que divide a bancada com os jornalistas Caio Blinder e Felipe Moura Brasil, sugeriu que, sob seu comando, tais expedições seriam impedidas de forma irreversível.

A fala ocorreu no contexto da recente interceptação de barcos em águas internacionais, que resultou na detenção de diversos ativistas, entre eles o brasileiro Thiago Ávila. Para Feldberg, as medidas adotadas pelo Estado de Israel têm sido brandas demais diante do que considera provocações às fronteiras do país.

Repercussão e currículo acadêmico

O tom da conversa, que incluiu risadas e apelidos como “general linha dura” por parte dos demais apresentadores, foi um dos pontos mais criticados pelo público. Internautas e observadores questionaram a postura ética de um acadêmico ao tratar de temas que envolvem direitos humanos e conflitos armados com tamanha agressividade e descontração.

Samuel Feldberg é uma figura de destaque na análise política internacional, possuindo doutorado pela USP e atuando como pesquisador em núcleos voltados ao estudo da intolerância e conflitos. Além de seu papel na USP, ele integra o Centro Dayan da Universidade de Tel Aviv e a Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo. Apesar da repercussão do episódio, a Universidade de São Paulo ainda não emitiu uma nota oficial sobre as declarações do professor. Mas já enfrenta pedidos do seu afastamento sumário.


* Texto: Redator da RED

Foto: Caio Blinder, Felipe Moura Brasil e Samuel Feldberg. Crédito: reprodução DCM

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Uma resposta

  1. O “equivoco” deste acadêmico começa ao dizer que as fronteiras de Israel foram violadas, isso é falso, quem se apoderó das fronteiras marítimas de Gaça foi Israel.
    E aqui aparece à manipulação, quando é feita alguma ação a favor dos Palestinos, inmediatamente é qualificada como antisemita, más quando surgem colocações desta magnitude, não podemos qualificalas como sendo sionistas.

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