Da Redação*
O cientista político Samuel Feldberg, que atua na organização sionista StandWithUs, afirmou em programa de áudio que a resposta de Israel a grupos de ativistas internacionais deveria ser definitiva. As declarações, interpretadas como um incentivo ao uso de força letal contra civis, provocaram forte repercussão negativa nas redes sociais e no ambiente acadêmico.
Posicionamento radical em debate público
Durante sua participação no podcast “Levante”, o professor Samuel Feldberg classificou como “benevolente” a forma como as autoridades israelenses lidam com as frotas de ajuda humanitária, conhecidas como “Flotilhas”. O docente, que divide a bancada com os jornalistas Caio Blinder e Felipe Moura Brasil, sugeriu que, sob seu comando, tais expedições seriam impedidas de forma irreversível.
A fala ocorreu no contexto da recente interceptação de barcos em águas internacionais, que resultou na detenção de diversos ativistas, entre eles o brasileiro Thiago Ávila. Para Feldberg, as medidas adotadas pelo Estado de Israel têm sido brandas demais diante do que considera provocações às fronteiras do país.
Repercussão e currículo acadêmico
O tom da conversa, que incluiu risadas e apelidos como “general linha dura” por parte dos demais apresentadores, foi um dos pontos mais criticados pelo público. Internautas e observadores questionaram a postura ética de um acadêmico ao tratar de temas que envolvem direitos humanos e conflitos armados com tamanha agressividade e descontração.
Samuel Feldberg é uma figura de destaque na análise política internacional, possuindo doutorado pela USP e atuando como pesquisador em núcleos voltados ao estudo da intolerância e conflitos. Ele integra o Centro Dayan da Universidade de Tel Aviv e a Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo.
O texto foi atualizado para retificar a informação incorreta de que Samuel Feldberg é docente da USP. Na verdade, ainda que o site pessoal de Samuel Feldberg o apresente como “Professor USP-SP” e professor de pós-graduação ligado à universidade, esclarecimento oficial recente da própria FFLCH-USP, Samuel Feldberg “nunca integrou o quadro de docentes” da faculdade e seu vínculo como colaborador do Programa de Pós-Graduação foi encerrado em 2017. A direção da unidade informou ainda que pediu a ele correções em redes sociais e no currículo Lattes para evitar a impressão de um vínculo atual com a USP.
* Texto: Redator da RED
Foto: Caio Blinder, Felipe Moura Brasil e Samuel Feldberg. Crédito: reprodução DCM





Respostas de 2
O “equivoco” deste acadêmico começa ao dizer que as fronteiras de Israel foram violadas, isso é falso, quem se apoderó das fronteiras marítimas de Gaça foi Israel.
E aqui aparece à manipulação, quando é feita alguma ação a favor dos Palestinos, inmediatamente é qualificada como antisemita, más quando surgem colocações desta magnitude, não podemos qualificalas como sendo sionistas.
O problema todo é que Israel se acha “escolhido” por Deus. E, como Deus não “desescolhe”, as falas mais sem noção de todas, são as falas dos jud3us sionistas. Se é uma questão divina – e não laica – não há julgamento para eles, na Terra. Que, então, DEUS LHES COBRE – E BEM COBRADO!! – ESSA IMENSA DÍVIDA, NO “CÉU”!…