Uma em cada seis crianças em idade escolar está fora da sala de aula; apenas dois em cada três estudantes terminam a educação secundária. No mundo, 273 milhões de crianças estão fora da escola, uma crise que entra pelo sétimo ano consecutivo. Os dados são do Relatório de Monitoramento Global da Educação (GEM 2026), produzido pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco).
O relatório, disse o diretor geral da Unesco, Khaled El-Enany, confirma uma tendência alarmante, com números crescentes a cada ano, de jovens privados de educação em todo o mundo. Mas ele também manifestou esperança, pois desde 2000 as matrículas na educação básica e secundária aumentaram, em termos gerais, em 30%. Alguns países, como a Costa do Marfim, Madagascar, Togo, Marrocos, Vietnã, Geórgia e Turquia alcançaram avanços significativos.
O processo de permanência de crianças em escolas vem desacelerando em quase todas as regiões desde 2015. Os índices mais acentuados aparecem na África Subsaariana. Diferentes motivos, como o crescimento populacional, redução de orçamentos, crises diversas e conflitos levam a esse processo. Mais de uma em cada seis crianças vivem em áreas afetadas por conflitos.
Mais crianças estão concluindo, e não apenas iniciando, sua educação. Desde 2000, a taxa mundial de conclusão aumentou de 77% para 88% na educação primária, de 60% para 78% no ensino fundamental e de 37% para 61% no ensino médio. O acesso ao ensino superior na China cresceu a um ritmo sem precedentes, de 7%, em 1999, para mais de 60% em 2024.
O relatório da Unesco informa que 1,4 bilhão de estudantes estava matriculado em 2024. A quantidade de matrículas aumentou em 327 milhões na educação primária e secundária desde 2000.Também ocorreu um aumento de 45% na pré-escola e de 161% na educação pós-secundária.
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