Justiça condena ex-governador Gladson Cameli a mais de 25 anos de reclusão

Última edição em maio 6, 2026, 10:38
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Gladson Cameli - Imprensa Senado

Da Redação*

Em decisão proferida pela Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ), o ex-gestor do Acre, Gladson Cameli (PP), foi sentenciado a 25 anos e 9 meses de prisão por liderar um esquema de corrupção e desvios de recursos públicos. A condenação abrange crimes como peculato, lavagem de dinheiro e fraude em licitações, e determina o pagamento de indenizações milionárias ao erário estadual.


Detalhes da condenação e prejuízos ao erário

O colegiado acompanhou o voto da relatora, ministra Nancy Andrighi, que identificou Cameli como o mentor de uma organização criminosa estruturada para o enriquecimento ilícito da cúpula do governo e de seus familiares. Entre as irregularidades apontadas, destaca-se a contratação fraudulenta de uma construtora para obras viárias, com evidências de sobrepreço e superfaturamento que somam quase R$ 12 milhões.

Além da pena privativa de liberdade, o STJ estipulou uma multa e indenização de R$ 11,7 milhões a serem devolvidos aos cofres do Acre. Embora a decisão tenha decretado a perda do cargo, Cameli já havia renunciado ao mandato em abril deste ano para se dedicar à disputa por uma cadeira no Senado Federal.

Mecanismo de fraude e recebimento de vantagens

As investigações, corroboradas pela Controladoria-Geral da União (CGU), revelaram que o esquema operava mediante medições falsas de serviços não executados. Empresas subcontratadas, incluindo uma ligada ao irmão do ex-governador, teriam repassado mais de R$ 6 milhões em propinas. Esses valores teriam sido utilizados para a aquisição de bens de luxo, como um veículo de alto padrão e parcelas de um imóvel localizado em área nobre da capital paulista.

Manifestação da defesa e próximos passos

Por meio de nota oficial, Gladson Cameli declarou que recebeu a sentença com serenidade e reafirmou sua crença na Justiça. A defesa do ex-governador informou que irá recorrer da decisão junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), sustentando a inexistência de irregularidades nos atos de sua gestão. Atualmente, o STJ estima que o prejuízo total causado por fraudes em outros contratos investigados possa atingir a marca de R$ 150 milhões.


* Texto: Redator da RED

Foto: Gladson Cameli. Crédito:

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