Água Crystal, da Coca-Cola, tem lote recolhido após detecção de bactéria

Anvisa determinou o recolhimento de um lote após a detecção da bactéria Pseudomonas aeruginosa. O produto foi distribuído no Distrito Federal, Goiás, São Paulo e Tocantins.
Última edição em junho 3, 2026, 12:37
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Água Crystal

Da Redação*

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta quarta-feira (3) o recolhimento de um lote da água mineral Crystal após a identificação da bactéria Pseudomonas aeruginosa em amostras analisadas pelas autoridades sanitárias.

A medida atinge o lote LZ1 VAL200127 3 P 200126 da água mineral natural sem gás, envasada em garrafas de 500 mililitros pela empresa Mineração Bom Jesus Ltda., de Luziânia (GO), integrante do Sistema Coca-Cola. O lote foi produzido em 20 de janeiro de 2026 e tem validade até 20 de janeiro de 2027.

A Anvisa orienta os consumidores a verificarem o número do lote indicado no rótulo. Quem estiver de posse de unidades pertencentes ao lote afetado não deve consumir o produto e deve aguardar as orientações da fabricante para devolução ou ressarcimento.

Distribuição e recolhimento

De acordo com informações apresentadas pela empresa, o lote reúne 374,4 mil garrafas. A maior parte foi distribuída no Distrito Federal, que recebeu 230.443 unidades. Outras 66.768 garrafas seguiram para municípios de Goiás, 75.750 foram encaminhadas ao interior de São Paulo e 1.439 ao Tocantins.

A fabricante informou que iniciou o processo de recolhimento junto às distribuidoras e estima que cerca de 99,2% das unidades já tenham sido retiradas de circulação. Segundo a empresa, não houve registros de reclamações de consumidores relacionadas ao lote nos canais oficiais de atendimento.

Investigação começou em coleta de rotina

A apuração teve início após uma coleta de rotina realizada pela Vigilância Sanitária do Distrito Federal. As análises conduzidas pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF) apontaram a presença da bactéria, resultado posteriormente confirmado por contraprova e formalizado no Laudo de Análise Fiscal Definitivo nº 76.CP.0/2026.

Com a confirmação, as autoridades determinaram a interdição do lote e comunicaram o caso à Anvisa. A agência informou que o produto está em desacordo com os padrões microbiológicos exigidos para águas envasadas e alimentos.

Em nota, a Mineração Bom Jesus afirmou que abriu uma investigação interna para identificar as causas da ocorrência e que está colaborando com a Anvisa e demais órgãos de fiscalização. Até o momento, os indícios apontam que o problema está restrito ao lote recolhido.


* Redator: Solon Saldanha

Foto: divulgação da empresa produtora, na Internet

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