Por Solon Saldanha *
Apesar de intensificar críticas públicas contra a votação por correspondência, o presidente Donald Trump utilizou o método nesta semana para participar de uma eleição especial no condado de Palm Beach.
O presidente Donald Trump votou via cédula de correio em uma eleição local na Flórida para os cargos de senador e deputado estadual, conforme apontam registros públicos do condado de Palm Beach. O gesto ocorre em meio a uma ofensiva do mandatário contra o sistema, que ele classificou como “trapaça” durante eventos de campanha.
Em mesa redonda sobre segurança realizada em Memphis, no Tennessee, Trump associou o voto pelo correio a fraudes eleitorais, embora especialistas reiterem que tais irregularidades são raras devido à natureza descentralizada e aos métodos de fiscalização das eleições norte-americanas.
Pressão Legislativa
O presidente tem condicionado o financiamento do Departamento de Segurança Interna à aprovação do SAVE America Act pelo Congresso. O projeto de lei exige prova de cidadania para o registro de eleitores e busca restringir o voto por correio apenas a casos específicos, como:
- Enfermidade ou deficiência física;
- Serviço militar ativo;
- Viagens comprovadas.
Além das mudanças eleitorais, Trump pressiona os democratas pela inclusão de pautas de costumes no texto, incluindo a proibição de mulheres transgênero em competições esportivas femininas.
Posicionamento Oficial
A porta-voz da Casa Branca, Olivia Wales, justificou o voto do presidente afirmando que ele se enquadra nas “exceções de bom senso” por residir majoritariamente em Washington, apesar de manter domicílio eleitoral na Flórida. Segundo a assessoria, o governo mantém oposição à “votação universal pelo correio”, alegando vulnerabilidade do sistema, mesmo sem apresentar evidências de fraudes generalizadas.
* Solon Saldanha, jornalista e escritor
Foto: Donald Trump. Divulgação Casa Branca




