Ora, direis, ler o GRIFO. E no entanto, passo horas a me divertir e pensar ao ler. Olavo Bilac leria, não só por causa do manual de etiqueta fúnebre do Ernani, ou da revelação que Moisés Mendes faz sobre a homenagem a Bolsonaro no próximo carnaval, já que Alexandre Cruz fala da homenagem a Lula neste ano.
Belchior, que citou Bilac, leria o relato da cubana Maribel Acosta Damas sobre como é viver sob boicote econômico e ameaças de invasão, e também o texto de Milton Saldanha.
Por quê Cuba? Porque já tem algum tempo que o porta-voz alaranjado do Império está ameaçando invadir. Mais que isso, os textos de Carlos Roberto Winckler e Luís Faria apontam decadência e perversidade desse império. Winckler fala na Classe Epstein.
Pesado? Relaxa lendo o Diabo Rosa, do Bier, e a história do Carlos Castelo sobre o pai do Gregor Samsa.
Oito tiras, mais o Entrevero, com os kai-kais do Mouzar Benedito, charges e observações (de Celso Vicenzi e Tarso Riccordi, além dos já citados acima) completam cinco páginas onde riso e consciência se misturam.
Quer mais? Schröder trata da imprensa em Quer que desenhe? Miguel Paiva aborda o racismo trumpista, José Weis, o periodista restaurador, analisa livro de Primo Levi e as semelhanças entre as SS e a ICE, e mais duas páginas sobre Dia Internacional da Mulher e feminicídio no Brasil.
A capa é do Jô, o grifo da página 2, do Dênis.
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Foto de capa: Divulgação




