Por INSTITUTO AMSUR*
O Brasil, dados seu território, sua população, sua localização continental, sua importância econômica, suas riquezas naturais, assume naturalmente um protagonismo não desprezível no concerto mundial. Exatamente por isso, vem sendo objeto de movimentos diversos por parte dos mais importantes players do jogo geopolítico e geoeconômico mundial. A reconfiguração por que passa o jogo geopolítico, com a crise da hegemonia ocidental, particularmente a dos EUA, e sua tentativa de retomada de centralidade hegemônica, mormente neste novo Governo Trump, vem levando o Brasil a vários reposicionamentos e busca de desenho de uma estratégia que o mantenha como player, seja, no campo econômico, visando reindustrializar-se e buscar maior diversificação dos mercados a que está ligado internacionalmente, seja no campo geopolítico, firmando-se como partícipe do rearranjo do equilíbrio mundial. Nesse contexto estão situados alguns de seus movimentos recentes, como a materialização do Acordo MERCOSUL – União Europeia, ou agora a viagem presidencial e negociações com grandes economias do Sudeste Asiático, como Índia e Coreia do Sul, bem como o enfrentamento das dependências tecnológicas, com o tema da Inteligência Artificial, das big techs e novas tecnologias digitais.
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Foto de capa: IA




