Pelo nono ano consecutivo, a Finlândia lidera o ranking de felicidade medida pelo Gallup, alcançando 7,764 pontos de dez, quando solicitados a avaliarem suas vidas. A Costa Rica é o único país das Américas que está entre as dez primeiras posições, quando, no último levantamento, de 2023, constava na vigésima terceira posição. O Brasil ocupa a 36ª posição. Nações em ou próximas a áreas de conflito aparecem na parte inferior do levantamento.
Ainda pelo Gallup, pesquisa internacional com jovens de 15 anos mostra que pessoas desse grupo que usam as redes sociais menos de uma hora por dia relatam níveis mais altos de bem-estar, inclusive mais elevados em comparação aos que não usam a rede social de forma alguma. A estimativa é que jovens passam 2,5 horas por dia, em média, nas redes sociais. As mídias sociais criam um problema: se os canais de mídia não existem, as pessoas tendem a não participar, mas a maioria concorda que estaria melhor se eles não existissem.
As maiores quedas no bem-estar entre os jovens são observadas em países de língua inglesa, em particular nos Estados Unidos, Canadá, Austrália e Nova Zelândia. As evidências latino-americanas indicam uma associação geralmente positiva entre o uso de mídias sociais e a felicidade. Os estudantes da região aparentemente conseguem usar as mídias sociais de maneira mais positivas do que em outros lugares.
O levantamento indica que há diferenças no uso das mídias, que depende tanto do design quanto do contexto cultural. O Gallup encontrou diferenças significativas entre os dois tipos de plataformas: as que enfatizam conexões sociais (CS), como o WhatsApp e o Facebook, e as que mostram associações favoráveis a conteúdos algorítmicos (CA), como Twitter, Instagram e TikTok. As plataformas que enfatizam conexões sociais apresentaram uma associação mais positiva de satisfação com a vida do que aquelas com conteúdo algorítmico.
“Todos os anos, o Gallup pede a pessoas em mais de 140 países que avaliem suas vidas. A maioria dos jovens do mundo está mais feliz hoje do que há 20 anos, e essa é uma tendência que merece atenção”, constatou o CEO do instituto de pesquisa, Jon Clifton. O Relatório Mundial da Felicidade é publicado pelo Centro de Pesquisa do Bem-Estar da Universidade de Oxford, em parceira com o Gallup e a Rede para o Desenvolvimento Sustentável da ONU.
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