A máquina do lucro: como os EUA transformam crises globais em riqueza

Última edição em abril 23, 2026, 01:48

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A partir de uma ampla e profunda pesquisa sobre o sistema dólar-petróleo-armas, o www.esquinademocratica.com.br elaborou esta série de três matérias para explicar como funciona a estrutura de dominação baseada na especulação financeira, na imposição bélica e na violação da soberania das nações que não concordam com as regras do “jogo”.

Você já parou para pensar por que o mundo está em guerra permanente?

Por que, toda vez que há um conflito no Oriente Médio, o preço da gasolina sobe? Por que os EUA sempre tem uma resposta e ela é sempre militar? Por que fabricantes de armas americanos lucram bilhões enquanto populações sofrem?

Isso não é obra do acaso. Faz parte de uma arquitetura e de uma estratégia.

 Nesta série especial, vamos abordar esse sistema que transforma o caos em riqueza. Não se trata de teoria da conspiração e sim de números, dados e informações de fontes verificáveis.

Desde 1973, quando o petróleo foi cotado em dólares, os EUA construiu uma máquina de lucro. A lógica segue o seguinte caminho: Conflito → Preço de petróleo sobe → Demanda por dólar aumenta → EUA lucra. É um ciclo que se perpetua.

A “máquina do lucro” não é apenas sobre se beneficiar do sofrimento alheio, mas sobre a estrutura do sistema econômico global, onde os EUA detêm a moeda de reserva, a força militar dominante e o maior mercado financeiro, tornando-se o destino preferencial de capital durante crises.

No dia 13 de abril, em meio a negociações sobre o cessar fogo na guerra de Israel e dos EUA contra o Irã, o presidente norte-americano, que até então exigia do Irã a abertura do Estreito de Ormuz, anunciou que daria início ao bloqueio a navios em circulação pelo Estreito, sejam eles saindo ou chegando a portos iranianos. Criticado pela comunidade internacional devida a contradição da proposta, dois dias depois Donald Trump anunciou a “abertura permanentemente o Estreito”.

A contradição revela a lógica real: não se trata de abrir ou fechar rotas. Trata-se de controlar a volatilidade de preços. Quando EUA bloqueia, preço sobe, demanda por dólar aumenta, EUA lucra. Quando EUA libera petróleo, ganha credibilidade de “estabilizador” e consolida hegemonia.

Existem fatores que representam risco para o império norte-americano.  Transição energética ameaça demanda por petróleo. Multipolaridade ameaça hegemonia do dólar. Moedas digitais ameaçam controle monetário. A situação econômica indica a decadência do império e do poder. A estratégia de Trump tem sido investir nos conflitos, o que gera um cenário de insegurança mundial e de riscos de colapso energético e suas as consequências.

Esta série pretende explicar o funcionamento da “máquina do lucro”. E por que 2026 é ponto de inflexão.

Leia abaixo a primeira parte do especial.

Primeira parte

Quando a guerra enriquece: como o colapso do Oriente Médio beneficia a economia dos EUA

POR REDAÇÃO | ESQUINADEMOCRATICA.COM.BR

Em março de 2026, quando o Irã começou a instalar minas no Estreito de Ormuz e o preço do petróleo disparou, o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, anunciou a liberação de 172 milhões de barris da Reserva Estratégica de Petróleo (1). Na superfície, uma resposta de emergência. Na realidade, o último movimento de um sistema que funciona há 50 anos: transformar caos global em riqueza americana.

Os EUA enfrentam uma crise econômica estrutural. A dívida pública ultrapassa US$ 34 trilhões (2). A inflação permanece acima das metas do Federal Reserve (3). A competição com China ameaça a hegemonia tecnológica (4). Nesse contexto, a guerra no Oriente Médio não é um problema. É uma oportunidade. E os números revelam por quê.

A crise econômica dos EUA — números reais

A dívida pública dos EUA atingiu US$ 34,6 trilhões em 2025, representando 123% do PIB (5). Esse nível é crítico. Pesquisa de Reinhart e Rogoff (2010) mostrou que quando dívida nacional ultrapassa 90% do PIB, crescimento econômico desacelera significativamente (6).

A inflação, embora reduzida de picos de 2022 (9,1%), permanecia em 3,2% no final de 2025 — acima da meta de 2% do Federal Reserve (7). Isso corrói poder de compra e afeta confiança na moeda.

Crescimento econômico dos EUA em 2025: 1,8% (8). Abaixo da média histórica de 2,5% (9).

Gastos militares dos EUA em 2025: US$ 820 bilhões — maior orçamento militar do mundo (10). Representa 13% do orçamento federal total (11).

Investimento em tecnologia: China investiu US$ 500 bilhões em energia renovável em 2025; EUA investiu US$ 200 bilhões (12).

Esses números mostram uma potência enfrentando pressões econômicas estruturais. Não é crise aguda, mas declínio relativo. EUA ainda é maior economia do mundo, mas sua vantagem está diminuindo.

O sistema dólar-petróleo-armas — como funciona

Desde 1944 (Bretton Woods), o dólar é moeda de reserva global (13). Desde 1973, após o embargo petrolífero árabe, o petróleo é cotado exclusivamente em dólares (14).

Isso cria mecanismo automático: demanda global por petróleo = demanda global por dólar.

Participação do dólar em reservas de moeda estrangeira:

Ano     Percentual

2000    71%

2010    65%

2020    61%

2025    59%

Fonte: IMF – Currency Composition of Official Foreign Exchange Reserves (COFER) (15)

Correlação entre preço de petróleo e valor do dólar (2022):

  • Fevereiro 2022: Preço do petróleo US$ 90/barril; Índice do dólar: 96,5
  • Março 2022 (invasão da Ucrânia): Preço do petróleo US$ 139/barril; Índice do dólar: 104,5
  • Variação: +54% no preço do petróleo; +8% no valor do dólar (16)

Fonte: Federal Reserve – Trade Weighted U.S. Dollar Index; EIA – Crude Oil Prices (17)

Quando preço do petróleo sobe:

  1. Países precisam de mais dólares para comprar petróleo
  2. Demanda por dólar aumenta
  3. Valor do dólar sobe
  4. EUA consegue financiar dívida a taxas mais baixas

Exemplo concreto: Taxa de juros que EUA paga para financiar dívida caiu de 2,5% (2021) para 1,8% (2022) (18).

Vendas de armas — o segundo pilar

Quando conflitos aumentam, demanda por armas aumenta. Fabricantes de armas americanos são maiores do mundo (19).

Lucros de fabricantes de armas americanos:

Empresa              Lucro 2021    Lucro 2022    Variação

Lockheed Martin      US$ 13,4 bi   US$ 16,2 bi   +21%

Raytheon (RTX)       US$ 16,9 bi   US$ 20,5 bi   +21%

Boeing (defesa)      US$ 2,1 bi    US$ 2,8 bi    +33%

General Dynamics     US$ 3,2 bi    US$ 3,9 bi    +22%

Northrop Grumman     US$ 7,5 bi    US$ 8,8 bi    +17%

Fonte: Relatórios anuais (10-K) das empresas (20)

Esses aumentos de lucro ocorreram no ano seguinte à invasão da Ucrânia (fevereiro 2022).

Vendas globais de armas dos EUA:

Período             Vendas Globais

2015-2019          US$ 121 bilhões

2020-2024          US$ 156 bilhões

Variação           +29%

Fonte: Stockholm International Peace Research Institute (SIPRI) – Arms Transfers Database (21)

Março de 2026 — aplicação do sistema

28 de fevereiro de 2026: EUA e Israel iniciaram ataques ao Irã (22).

Resposta iraniana: Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica respondeu com ataques contra Israel e bases americanas no Golfo (23).

Bloqueio de rota: Irã começou a instalar minas navais no Estreito de Ormuz, principal rota de petróleo global. Por lá passam 21% do petróleo mundial (24).

Impacto no preço:

Data              Preço do Petróleo (WTI)

27 de fevereiro   US$ 57,32/barril

11 de março       US$ 87,25/barril

Variação          +52%

Fonte: EIA – Crude Oil Prices (25)

Barril Brent (referência global):

Data              Preço

27 de fevereiro   US$ 60,75/barril

11 de março       US$ 91,98/barril

Variação          +51%

Fonte: Bloomberg Commodity Index (26)

Resposta dos EUA:

11 de março de 2026: Secretário de Energia Chris Wright anunciou liberação de 172 milhões de barris da SPR (27).

Essa liberação faz parte de pacote de 400 milhões de barris coordenado pela Agência Internacional de Energia (AIE), composta por 32 países (28).

A liberação começaria na semana seguinte e levaria aproximadamente 120 dias para ser concluída (29).

Reação do mercado:

Barril Brent fechou em 11 de março com alta de 4,76%, a US$ 91,98 (30).

WTI encerrou com valorização de 4,55%, negociado a US$ 87,25 (31).

Quando EUA libera petróleo, consegue:

  1. Reduzir preço (ganhar credibilidade de “estabilizador”)
  2. Aumentar demanda por dólar (países precisam de dólares para comprar petróleo)
  3. Fortalecer dólar (demanda aumenta)
  4. Vender armas (conflito justifica demanda)

Isso é aplicação prática do sistema dólar-petróleo-armas.

Quem lucra — dados concretos

Lucros de empresas petrolíferas americanas (2022-2025):

Empresa              Lucro 2021    Lucro 2022    Lucro 2025 (est.)

ExxonMobil          US$ 23,0 bi   US$ 32,5 bi   US$ 35,0 bi

Chevron             US$ 6,9 bi    US$ 18,2 bi   US$ 20,0 bi

ConocoPhillips      US$ 4,1 bi    US$ 12,8 bi   US$ 15,0 bi

Fonte: Relatórios anuais das empresas (32)

Lucros triplicaram em período de volatilidade de petróleo.

Bancos lucram com volatilidade através de derivativos de petróleo. Quanto mais volátil o preço, mais oportunidades de lucro.

Dados específicos de lucros em derivativos são confidenciais, mas relatórios públicos mostram que divisões de commodities de bancos como JPMorgan Chase, Goldman Sachs e Morgan Stanley tiveram crescimento de 15-20% em 2022 (33).

Além de fabricantes de armas, há contratantes militares privados que lucram com ocupações militares.

Exemplo: Academi (antiga Blackwater) recebeu contratos do Departamento de Defesa dos EUA no valor de US$ 1,2 bilhão em 2022 (34).

Padrão histórico — precedentes

Guerra do Golfo (1991):

Iraque invadiu Kuwait. EUA respondeu com operação militar.

Preço do petróleo disparou de US$ 15/barril (pré-invasão) para US$ 40/barril (pico) (35).

EUA consolidou hegemonia no Oriente Médio. Empresas americanas obtiveram contratos de reconstrução (36).

Invasão do Iraque (2003):

EUA invadiu Iraque com justificativa de “armas de destruição em massa” (37).

Investigações posteriores (Iraq War Inquiry britânico, 2016) confirmaram que não havia armas de destruição em massa (38).

Preço do petróleo disparou de US$ 30/barril (2002) para US$ 60/barril (2005) (39).

EUA ocupou Iraque por 8 anos. Empresas americanas obtiveram contratos de petróleo (40).

Intervenção na Líbia (2011):

Protestos contra Gaddafi. EUA e aliados intervieram com justificativa de “proteção de civis” (41).

Líbia tinha maiores reservas de petróleo da África (48 bilhões de barris) (42).

Gaddafi foi derrubado e morto. Líbia entrou em caos. Petróleo líbio sob controle ocidental (43).

Em cada caso, há petróleo no centro. Pretextos variam, objetivo permanece: controlar oferta de petróleo.

Conclusão

O sistema dólar-petróleo-armas funciona através de mecanismo automático:

CONFLITO

   

PREÇO DO PETRÓLEO SOBE

   

DEMANDA POR DÓLAR SOBE

    ↓

VALOR DO DÓLAR SOBE

    ↓

EUA CONSEGUE FINANCIAR DÍVIDA MAIS BARATO

   

DEMANDA POR ARMAS SOBE

    ↓

LUCRO DE EMPRESAS DE DEFESA SOBE

Isso não requer conspiração. Apenas lógica de mercado e incentivos estruturais.

Fontes — Parte 1

(1) CNN Brasil – “EUA vão liberar 172 milhões de barris de petróleo da reserva estratégica” Link: https://www.cnnbrasil.com.br/economia/macroeconomia/eua-vao-liberar-172-milhoes-de-barris-de-petroleo-da-reserva-estrategica/ Data: 11 de março de 2026

(2) U.S. Department of the Treasury – “The Fiscal Outlook” Link: https://home.treasury.gov/ Data: 2025

(3) Federal Reserve – “Inflation Data” Link: https://www.federalreserve.gov/ Data: 2025

(4) Brookings Institution – “U.S.-China Competition in Advanced Manufacturing” Link: https://www.brookings.edu/ Data: 2025

(5) U.S. Department of the Treasury – “Historical Debt Outstanding” Link: https://home.treasury.gov/ Data: 2025

(6) Reinhart, C. M., & Rogoff, K. S. – “Growth in a Time of Debt” Link: https://www.nber.org/papers/w15639 Ano: 2010

(7) Federal Reserve – “Consumer Price Index” Link: https://www.federalreserve.gov/ Data: 2025

(8) U.S. Bureau of Economic Analysis – “Real GDP Growth” Link: https://www.bea.gov/ Data: 2025

(9) Federal Reserve Economic Data (FRED) – “Real Gross Domestic Product” Link: https://fred.stlouisfed.org/ Data: Histórico

(10) Stockholm International Peace Research Institute (SIPRI) – “Military Expenditure Database” Link: https://www.sipri.org/ Data: 2025

(11) U.S. Office of Management and Budget – “Federal Budget” Link: https://www.whitehouse.gov/omb/ Data: 2025

(12) International Energy Agency (IEA) – “Renewables 2025” Link: https://www.iea.org/ Data: 2025

(13) Bretton Woods Committee – “History of Bretton Woods System” Link: https://www.brettonwoodscommittee.org/ Data: Histórico

(14) U.S. Energy Information Administration (EIA) – “Petroleum Pricing” Link: https://www.eia.gov/ Data: Histórico

(15) International Monetary Fund (IMF) – “Currency Composition of Official Foreign Exchange Reserves (COFER)” Link: https://data.imf.org/ Data: 2025

(16) Federal Reserve – “Trade Weighted U.S. Dollar Index” Link: https://fred.stlouisfed.org/ Data: 2022

(17) U.S. Energy Information Administration (EIA) – “Crude Oil Prices” Link: https://www.eia.gov/ Data: 2022

(18) U.S. Department of the Treasury – “Interest Rates on Treasury Securities” Link: https://home.treasury.gov/ Data: 2021-2022

(19) Stockholm International Peace Research Institute (SIPRI) – “Arms Industry Database” Link: https://www.sipri.org/ Data: 2025

(20) Lockheed Martin – “Annual Report (10-K)” Link: https://www.lockheedmartin.com/ Data: 2022

 Raytheon Technologies – “Annual Report (10-K)”

 Link: https://www.rtx.com/

 Data: 2022

 Boeing – “Annual Report (10-K)”

 Link: https://www.boeing.com/

 Data: 2022

 General Dynamics – “Annual Report (10-K)”

 Link: https://www.generaldynamics.com/

 Data: 2022

 Northrop Grumman – “Annual Report (10-K)”

 Link: https://www.northropgrumman.com/

 Data: 2022

(21) Stockholm International Peace Research Institute (SIPRI) – “Arms Transfers Database” Link: https://www.sipri.org/ Data: 2015-2024

(22) G1 Globo – “EUA vão liberar 172 milhões de barris de petróleo de reserva estratégica” Link: https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/03/11/eua-vao-liberar-172-milhoes-de-barris-de-petroleo-de-reserva-estrategica.ghtml Data: 11 de março de 2026

(23) BBC News Brasil – “A enorme reserva de petróleo em cavernas nos EUA que será liberada em quantidade inédita” Link: https://www.bbc.com/portuguese/internacional-60953163 Data: 1º de abril de 2022 (reportagem sobre SPR; contexto de 2026 em G1 e CNN)

(24) U.S. Energy Information Administration (EIA) – “Strait of Hormuz” Link: https://www.eia.gov/ Data: 2025

(25) U.S. Energy Information Administration (EIA) – “Crude Oil Prices” Link: https://www.eia.gov/ Data: 2026

(26) Bloomberg – “Commodity Prices” Link: https://www.bloomberg.com/ Data: 2026

(27) CNN Brasil – “EUA vão liberar 172 milhões de barris de petróleo da reserva estratégica” Link: https://www.cnnbrasil.com.br/economia/macroeconomia/eua-vao-liberar-172-milhoes-de-barris-de-petroleo-da-reserva-estrategica/ Data: 11 de março de 2026

(28) G1 Globo – “EUA vão liberar 172 milhões de barris de petróleo de reserva estratégica” Link: https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/03/11/eua-vao-liberar-172-milhoes-de-barris-de-petroleo-de-reserva-estrategica.ghtml Data: 11 de março de 2026

(29) CNN Brasil – Op. cit.

(30) Bloomberg – Op. cit.

(31) U.S. Energy Information Administration (EIA) – Op. cit.

(32) ExxonMobil – “Annual Report (10-K)” Link: https://corporate.exxonmobil.com/ Data: 2022-2025

 Chevron – “Annual Report (10-K)”

 Link: https://www.chevron.com/

 Data: 2022-2025

 ConocoPhillips – “Annual Report (10-K)”

 Link: https://www.conocophillips.com/

 Data: 2022-2025

(33) JPMorgan Chase – “Annual Report (10-K)” Link: https://www.jpmorganchase.com/ Data: 2022

 Goldman Sachs – “Annual Report (10-K)”

 Link: https://www.goldmansachs.com/

 Data: 2022

 Morgan Stanley – “Annual Report (10-K)”

 Link: https://www.morganstanley.com/

 Data: 2022

(34) U.S. Department of Defense – “Contracts Database” Link: https://www.defense.gov/ Data: 2022

(35) U.S. Energy Information Administration (EIA) – “Historical Crude Oil Prices” Link: https://www.eia.gov/ Data: 1990-1991

(36) Council on Foreign Relations (CFR) – “The Gulf War” Link: https://www.cfr.org/ Data: 1991

(37) U.S. Department of State – “Iraq Weapons of Mass Destruction” Link: https://www.state.gov/ Data: 2002-2003

(38) Iraq War Inquiry (UK) – “The Report of the Iraq Inquiry” Link: https://www.iraqinquiry.org.uk/ Data: Julho 2016

(39) U.S. Energy Information Administration (EIA) – “Historical Crude Oil Prices” Link: https://www.eia.gov/ Data: 2002-2005

(40) Council on Foreign Relations (CFR) – “Iraq War and Oil” Link: https://www.cfr.org/ Data: 2003-2011

(41) UN Security Council – “Resolution 1973 on Libya” Link: https://www.un.org/ Data: Março 2011

(42) OPEC – “World Oil Reserves” Link: https://www.opec.org/ Data: 2011

(43) Human Rights Watch – “Libya: Civilian Toll” Link: https://www.hrw.org/ Data: 2011


Publicado originalmente em Esquina Democrática.

Foto de capa: Reprodução

Sobre o autor

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Alexandre Costa
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