PT reúne lideranças evangélicas e divulga carta política voltada ao segmento

O evento ocorre em meio aos esforços do governo Lula para ampliar o diálogo com um dos grupos que mais cresceram no país nas últimas décadas.
Última edição em junho 8, 2026, 02:18
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Da Redação*

O Partido dos Trabalhadores (PT) promove nesta segunda-feira, em Brasília, a quarta edição de seu encontro nacional de evangélicos. O evento reúne dirigentes partidários, parlamentares e representantes religiosos e será encerrado com a divulgação de uma carta política que reúne diretrizes da legenda para o diálogo com esse segmento da sociedade.

Entre os participantes confirmados estão o presidente nacional do PT, Edinho Silva, a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, e a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva (Rede). As atividades ocorrem no auditório da sede nacional do partido.

Aproximação com o eleitorado evangélico

A programação inclui debates sobre temas como democracia, valores sociais, fé e justiça. A iniciativa ocorre em um momento em que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva busca ampliar sua interlocução com o público evangélico, grupo que tem peso crescente no cenário político e eleitoral brasileiro.

Nos últimos meses, Lula intensificou gestos de aproximação com lideranças religiosas. As ações incluem reuniões com representantes do segmento, referências à fé em discursos públicos e participação indireta em eventos religiosos de grande alcance nacional.

Na semana passada, durante a Marcha para Jesus, o presidente enviou uma mensagem aos organizadores por meio de uma ligação intermediada pelo ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias. O ministro também representou o governo federal na atividade.

Crescimento do segmento

Os evangélicos ampliaram significativamente sua presença na população brasileira nas últimas décadas. Segundo dados do IBGE, o grupo representava 15,1% dos brasileiros em 2000, percentual que subiu para 21,6% em 2010 e alcançou 26,9% no Censo de 2022.

Em números absolutos, isso corresponde a cerca de 57 milhões de pessoas. O crescimento do segmento tem levado partidos e governos a dedicar maior atenção às pautas e demandas apresentadas por suas lideranças.

Pesquisa Genial/Quaest divulgada em maio apontou que a gestão Lula é desaprovada por 65% dos evangélicos, enquanto 30% manifestam aprovação. Os números representam uma leve melhora em relação ao levantamento anterior, realizado em abril, quando a desaprovação atingia 68% e a aprovação, 28%.


* Redator: Solon Saldanha

Ilustração criada pela redação com o uso de IA

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