No seu filme, “Flores Raras”, sobre o amor entre a poeta americana, Elizabeth Bishop, e a paisagista e arquiteta brasileira, Lota de Macedo Soares, o cineasta brasileiro Bruno Barreto, num lance brilhante, usa o poema “One Art” de Bishop para abrir e fechar seu filme. Na cena de abertura, Elizabeth lê para um amigo uma primeira versão, inacabada, incompleta do seu poema sobre a arte de perder. Na última cena, ela lê a versão acabada, magistral, sobre essa arte, a de perder, “que não é tão difícil de aprender”. Elizabeth precisou viver uma perda catastrófica – o suicídio de Lota – para escrever o seu poema irônico e dilaceradamente emotivo. O poema é realmente um espetáculo, cheguei a me emocionar ao lembrá-lo.
Foto da capa: Flores Raras – Filme de Bruno Barreto – Foto Divulgação





