Por REDAÇÃO
A construção de uma frente ampla em Santa Catarina para as eleições de 2026 avança como uma das principais apostas do campo progressista para enfrentar a hegemonia da direita no estado. Com apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a articulação reúne partidos diversos e sinaliza uma estratégia clara: ampliar o diálogo com o eleitorado e romper um ciclo histórico de derrotas.
As informações são do portal NSC Total, em reportagem de Glauco Faria.
Unidade como estratégia política
A adesão do PSOL à Frente Democrática, aprovada no último sábado (4), reforça um movimento que vai além de alianças pontuais. Trata-se de uma construção política que reconhece a necessidade de unidade para enfrentar a extrema-direita e reconstruir uma base sólida no estado.
Em nota, o partido destacou que a convergência entre as forças progressistas é “estratégica” e alertou que divisões internas só beneficiariam adversários. A leitura é compartilhada por outras legendas: sem coordenação, não há competitividade real.
Uma chapa para ampliar o alcance
A composição da chapa também aponta para essa lógica de amplitude. O nome do empresário e ex-deputado Gelson Merisio (PSB) para o governo representa uma tentativa concreta de diálogo com setores além da esquerda tradicional.
Ao lado dele, a ex-deputada Ângela Albino (PDT) reforça a conexão com o campo progressista. Para o Senado, a presença de Afrânio Boppré (PSOL) e de Décio Lima equilibra representação política e experiência institucional.
Mais do que uma divisão de espaços, a chapa reflete uma estratégia: somar perfis distintos para falar com diferentes parcelas do eleitorado catarinense.
Merisio e a quebra de barreiras
A escolha de Gelson Merisio é central nesse desenho. Com trajetória política consolidada e trânsito em setores mais amplos, ele surge como uma peça-chave para reduzir resistências históricas ao campo progressista.
Para Décio Lima, o empresário tem potencial para “furar bolhas” e dialogar com eleitores que, até aqui, se mantiveram distantes da esquerda. Em um estado marcado pela polarização, esse tipo de ponte pode ser decisivo.
Enfrentar o histórico conservador
Santa Catarina se consolidou, nas últimas eleições, como um dos principais redutos da direita no país. Jair Bolsonaro obteve votações expressivas em 2018 e 2022, evidenciando um cenário desafiador para o campo progressista.
Mas é justamente esse histórico que torna a frente ampla ainda mais relevante. A proposta não é apenas disputar votos, mas reorganizar o debate político local, oferecendo uma alternativa viável e competitiva.
Lula e o desafio dos 40%
O objetivo da aliança é claro: criar condições para que Lula volte a crescer eleitoralmente em Santa Catarina. Desde 2002, quando teve forte desempenho no estado, candidatos petistas não ultrapassam os 40% dos votos no primeiro turno.
Romper esse teto é visto como passo fundamental para equilibrar a disputa nacional. E, nesse contexto, a frente ampla surge como instrumento político indispensável.
Ao reunir diferentes partidos, perfis e estratégias, a articulação em Santa Catarina indica um caminho já testado em outras eleições: quando há unidade, há mais chances reais de vitória.
Fonte: NSC Total
Autor: Glauco Faria
Foto da capa: Frente ampla em SC – Divulgação




