Nesta tenda fria
com o chão gelado
que me alcança até os ossos
restos de um passado
definitivamente enterrado
me assaltam desprevenidamente:
minha tigela de mingau quentinho
meu pai contendo histórias
lápis de cor, música na sala
colo de mãe e todas as
melhores coisa da vida
sepultadas pelos bombardeios
que não param de nos matar.
Espremidos entre os destroços de Gaza
nossa debil sobrevivência agoniza mais um dia.
No Brasil é Carnaval e o mundo segue girando devagar.
Na tenda ao lado um bebê chora sem parar
nos lembrando do suplício que é viver assim.
A realidade agride, até, quem ainda
mora dentro da barriga da mãe
Foto de capa:Pnud/Abed Zagout






Uma resposta
Enquanto isso os assassinos das crianças e mães de Gaza, seguem com seus planos de limpeza étnica para construções de espigoes para os ricos. Me pergunto, farão construções sobre o sangue derramado dos inocentes assassinados por um exército de mercenários. Coragem para fuzilar inocentes não lhes falta. Assassinos de bebês inocentes quando não com armas pela fome. Nao ha outro qualificativo para,esses seres abomináveis. Assassinos e o que são.