Visa e Mastercard deixam de operar em Cuba após endurecimento de sanções dos EUA

A medida amplia as dificuldades do turismo e agrava a crise econômica enfrentada pela ilha.
Última edição em junho 8, 2026, 09:20
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Cuba sendo estrangulada

Da Redação*

As operações das bandeiras Visa e Mastercard em Cuba foram suspensas neste fim de semana, após o endurecimento das sanções impostas pelos Estados Unidos à ilha. A interrupção ocorreu porque a instituição financeira responsável pelo processamento dessas transações deixou de atuar no país, diante do risco de sofrer restrições para acessar o mercado e o sistema bancário norte-americanos.

A medida representa mais um golpe para a economia cubana, que enfrenta dificuldades para se recuperar dos efeitos da pandemia e convive com uma prolongada crise de abastecimento, energia e divisas. E a sequência do estrangulamento progressivo que Donald Trump vem promovendo contra a ilha caribenha.

Impactos sobre o turismo

A suspensão dos serviços das duas principais bandeiras internacionais de cartões afeta diretamente o setor turístico, uma das principais fontes de receita do país. Sem a possibilidade de utilizar meios de pagamento amplamente aceitos no exterior, visitantes estrangeiros passam a depender principalmente de dinheiro em espécie durante a estadia na ilha.

A redução da conveniência para os turistas ocorre em um momento delicado para o setor. Em 2025, Cuba recebeu cerca de 1,8 milhão de visitantes, número muito inferior aos mais de 4,2 milhões registrados em 2019, antes da pandemia.

Economia segue em dificuldades

A economia cubana ainda não conseguiu recuperar os níveis de atividade anteriores à crise sanitária. Em 2020, o Produto Interno Bruto (PIB) do país encolheu quase 11%. Três anos depois, a economia voltou a registrar retração, com queda de 1,9%, agravando problemas relacionados à escassez de combustíveis, alimentos e bens essenciais.

Além da saída das operadoras ligadas aos cartões Visa e Mastercard, algumas redes internacionais de hotéis também anunciaram o encerramento de suas atividades em Cuba nos últimos dias. O movimento reforça as dificuldades enfrentadas pelo país para atrair investimentos, ampliar o fluxo de visitantes estrangeiros e reduzir a pressão sobre uma economia que atravessa um dos períodos mais delicados das últimas décadas.


* Redator: Solon Saldanha

Ilustração feita pela redação, com o uso de IA

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