Placar está 6 a 0; Dias Toffoli antecipou voto mesmo após pedido de vista de Kassio Nunes Marques.
O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria na madrugada desta terça-feira (25) para condenar a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) por porta ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal. Seis ministros já votaram pelas publicações e pela perda do mandato da parlamentar.
O julgamento ocorre no plenário virtual, onde os ministros inserem seus votos até sexta-feira (28). O ministro Kassio Nunes Marques pediu vista na segunda-feira (24), o que normalmente suspenderia a análise do caso. No entanto, Dias Toffoli antecipou o seu voto, seguindo o relator Gilmar Mendes. Cristiano Zanin também já havia feito o mesmo.
Em nota, Zambelli agradeceu a Kassio pela tentativa de suspensão do julgamento e afirmou esperar que os ministros reconsiderem seus votos. “O julgamento ainda não terminou”, declarou.
O caso
A denúncia contra Zambelli foi apresentada pela Procuradoria-Geral da República após um episódio ocorrido em 29 de outubro de 2022, véspera do segundo turno das eleições. Na ocasião, uma deputada perseguiu um homem negro pelas ruas do bairro dos Jardins, em São Paulo, apontando uma arma de fogo. Uma segurança que a acompanhava chegou a efetuar um disparo e foi preso.
O relator do caso, Gilmar Mendes, classificou a conduta da parlamentar como “de elevado grau de reprovabilidade”. Segundo a acusação, Zambelli, mesmo possuindo porte de arma, não poderia tê-la usada em público local, colocando em risco a segurança coletiva.
Com a maioria formada, o placar do julgamento está em 6 a 0 pelas especificações. Os ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Dias Toffoli votaram contra a deputada. Caso a decisão seja confirmada, Zambelli poderá cumprir pena de 5 anos e 3 meses em regime semiaberto, além de perder o mandato.
A deputada segue afirmando sua inocência e declarou confiar na Justiça para esclarecer os fatos.
Com informações da Folha de São Paulo.
Foto de capa:Pedro Ladeira/Folhapress
Uma resposta
É o que acontece quando pessoas sem preparo para o uso de armas possuem o direito de portar. Mais do que na hora de rever esses portes concedidos a rodo.