PT 46 anos: tempos de dificuldades gritantes!

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Por ADELI SELL*

Não nos movemos por passionalismos nem rompantes. Aos 46, buscando o 4° mandato, a volta ao governo do Rio Grande do Sul e as disputas para garantir maioria no Senado o ano requer cautela, precauções e ousadia.

Lula pode estar despontando agora, mas haverá golpes no caminho. Como no resto do mundo, o Império vai contra-atacar, os Big Techs não querem controles da sociedade, e o PT para eles significa isso.

O Estado precisa de um governo forte, decidido em seus objetivos estratégicos, como a soberania e uma sociedade de bem estar.

Olhar para os desvalidos, criar empregos, controlar a ganância na jogatina da bolsa, do câmbio e com sonegação exige imantar os aliados, buscando um amplo espectro de forças políticas e sociais além das fileiras da esquerda. Aqui, na luta pelo Piratini, como lá, pelo Planalto.

Não podemos perder tempo com estorvos, “aliados” do passado como Ciro e Aldo. São pormenores, não são pedras no caminho.

Temos que nacional e regionalmente mostrar trilhas possíveis para PDT e PSB, segundo suas forças.  Dois partidos que precisam entender o seu lugar de coadjuvantes. Mas, para nós, são essenciais.

Nosso olhar terá que se voltar à extrema direita. Ela terá recursos escusos que utilizará para nos atacar. Sejam de governos externos, empresas mal intencionadas e organizações do extremismo que se alastra pelo Planeta. Recursos materiais, assessorias, sustentação de suas redes etc. Não há espaços para vacilações.

Nossa ousadia tem que tirar lascas do Centrão, explorando suas contradições, suas disputas e seus inúmeros rachas.

Para tal Engenharia do Bem é preciso ter habilidade politica, e as direções devem entender que a atual política é uma grande mesa de jogos.

O PT está preparado? Os interesses pessoais ficarão submetidos aos coletivos? Era assim. Mas será assim agora?

Em nível nacional, as costuras do presidente e de sua direção caminham no rumo a mais quatro anos, um bom número de senadores e mais cadeiras na Câmara.

Aqui, é preciso mais ousadia. O palco é menos claro, com estrelismos típicos da valentia gaúcha, tanto à direita como à esquerda.

Com maturidade os velhos quadros terão que ajudar a costurar as vestes da vitória.


*Adeli Sell é professor, bacharel em Direito.

Foto de capa: Humberto Costa, secretário nacional de Relações Internacionais do PT, e a cientista política Mônica Bruckmann.| Roberto Stuckert Filho

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