Inspirado no desfile emocionante da Acadêmicos de Niterói – Carnaval 2026.
O amor venceu o medo
Da fome que marca a infância
ao suor que molda o aço na mão,
nasceu consciência e militância
no compasso.
No pulsar das grandes assembleias,
sob o peso duro da produção,
brotaram vozes e ideias
que incendiaram o chão.
Cada greve erguida na história
fez do salário afirmação,
converteu direito em vitória
e deu rumo à transformação.
Fez do sindicato trincheira,
fez da greve clarão,
transformou dor em bandeira,
organizou multidão.
Venceu na rua, na urna e no coração.
Venceu na consciência desperta
da classe trabalhadora em ação.
Da fome ao chão da fábrica
nasceu organização.
Da greve à Presidência,
ergueu-se projeto de nação.
Quando o autoritarismo avançou
com discurso de divisão,
atacando ciência e cultura
e a livre participação,
o povo não se curvou ao medo,
respondeu com mobilização.
Transformou dor em coragem,
esperança em reconstrução.
O amor venceu o medo.
Virou voto e compromisso,
virou defesa da democracia,
virou soberania como princípio.
Hoje é disputa de projeto,
é reconstrução em ação:
fortalecer a nação,
garantir direitos à população.
Com comida na mesa,
ciência e educação,
movimentos populares vivos,
mulheres no centro da transformação.
Este ano é decisivo.
É consciência e união.
É defender a democracia
com coragem e organização.
Como João Amazonas ensinava,
com firmeza e convicção:
Unidade é bandeira da esperança,
é estratégia e direção,
chave da nossa vitória
na defesa da democracia
e da soberania da nação.
O amor venceu o medo.
E seguirá vencendo
cada vez que o povo brasileiro
escolher justiça,
escolher dignidade,
escolher seu próprio caminho.
Viva a democracia!
Viva a soberania nacional!
Viva o povo brasileiro!
Ditadura nunca mais!
Olê, olê, olá!
Lula! Lula!
Foto de capa: Silvana Conti





