Vivemos nos últimos anos em nível mundial grandes conflitos geopolíticos que resultaram em derrotas para o império Americano, que agora busca estrategicamente reocupar a América Latina. Com este objetivo estão promovendo uma articulação de forças entre os fascismo e as Corporações Econômicas com apoios da mídia internacional e nacional que naturaliza os ataques e ameaças que estão sendo perpetrados pelo governo Trump contra a América do Sul. Ao mesmo tempo alimentam com facke news um exercito de ‘robots’ na internet, nos ‘outdooors’ do coronelismo e muitos influencers da direita, combinando editorais da Globo e das grandes mídias do pais e do Otanistão, com redes sociais infestadas por ‘facke news’, deep fackes IAs cada dia mais perfeitas, redes de comunicação assumindo com maior virulência seus papeis de comitês eleitorais, como vimos no escandaloso caso ‘power point’ apenas um mais visível entre centenas de outros casos que ocorrem diariamente.
Todos os governos e partidos progressistas da América Latina estão sob ataque com uma estratégia de cerco e extermínio como vemos em Cuba na Venezuela na Colômbia, Nicaragua e esta luta não vai acabar logo. Neste cenário precisamos garantir a reeleição de LULA e as forças politicas progressistas do Rio Grande do Sul tem que fazer a sua parte.
A aliança com a candidatura de Juliana Brizola que Lula e o Diretório Nacional estão defendendo não é apenas uma aliança entre ‘candidatos’. Trata-se de uma aliança estratégica para unificar o campo progressista e revolucionário do nosso estado tendo em vista a difícil conjuntura e a garantia da vitória e acima de tudo a garantia de futuro.
Esta sendo necessário portanto que o PT RS faça um gesto de grandeza politica que analise as grandes questões nacionais e internacionais em sua decisão e que apresente e uma visão generosa da historia e uma correta leitura da historia politica do Estado. Uma visão de unificação de forças semelhante ao acordo com Alckmin e o PSB em nível nacional cujos resultados ninguém pode negar, e que agora se amplia com entrada de Simone Tebet.
Não podemos pensar o momento atual sem estes referenciais da historia politica do estado.
Defendemos que a aliança com o PDT será uma reconciliação da esquerda gaúcha. Uma história comum nos aproxima.
O trabalhismo no RS e no Brasil é um fenômeno politico social e historicamente construído de tradição de luta desde os maragatos de lenço vermelho na revolução de 23, no Tenentismo em nível nacional e muito forte em nosso estado, da construção da Coluna Prestes e da Grande Unidade das forças políticas gaúchas em torno de Getúlio Vargas na revolução de 30. Da construção do Estado Getulista, das grandes conquistas politicas como a CLT Consolidação das Leis do Trabalhistas e do INPS Instituto Nacional de Previdência Social e de muitas outras conquistas sociais. Mas o grande legado foi a defesa do nacionalismo econômico e a construção das Estatais como a Petrobras, Eletrobras, SIDERBRAS Vale do Rio Doce, Cia Siderurgica Nacional, USIMINAS, COSIPA, Aços Finos Piratini etc. empresas que permitiram a industrialização no pais e que promoveram as bases para o desenvolvimento Nacional.
As guerras da Ucrânia e do Irã trazem a questão do suprimentos e de autonomia energética e este cenário tende a se agravar e portanto as estatais são temas candentes.
Estas Estatais fazem parte de uma disputa histórica entre o estado mínimo e o Estado de Bem estar Social, de garantia da Soberania da democracia e do desenvolvimento do pais. Estes temas ainda hoje estão em disputa o que faz com que a esta ‘memoria institucional’ passe de geração a geração e chegue a geração atual.
O programa trabalhista das Reformas de Base de Jango ainda está na ordem do dia: Reforma Agrária na beira das grande rodovias, Reforma Bancária Conceito de Empresa Nacional taxação das remessas de lucros e dos super-ricos, Defesa dos Serviços Públicos de Qualidade – de Educação, Saúde e Previdência -, Valorização dos Salários, com reposição das perdas salariais da classe trabalhadora, melhoria das condições de trabalho, com o fim da escala 6×1.
A luta pela reestatização da Eletrobras da CEEE da Corsan no RS como as Refinarias e a BR Distribuidora e outras grandes estatais no pais persistem até hoje na pauta nacional e Gaúcha, pois estas empresas devem ser resgatadas e defendidas como instrumentos fundamentais para a soberania e para a democracia econômica e politica.
Devemos lembrar da importância do PTB na organização do sindicalismo nacional. O Diretório do PTB Partido Trabalhista Brasileiro do RS ao lado do PTB do Rio de Janeiro foram os mais importante do pais que tinham partidos que praticavam o ‘entrismo’ como os Prestistas seguidores de Luiz Carlos Prestes dos Partidão de Mauricio Grabois de João Amazonas de Pedro Pomar Gregório Bezerra Carlos Marighela, de uma história recente e vívida em nossa sociedade na luta pela Legalidade e na grande governo de Jango e na importância de Leonel Brizola.
Esta história da esquerda Gaúcha nunca foi reconhecida por parte do PT/ RS que derrotou (por poucos votos) uma proposta de Aliança com o PDT em uma plenária com centenas de delegados em 1985 onde liderados por Clovis Ilgenfritz da Silva, – que foi o candidato do PT a vice prefeito de Porto Alegre em 1985 e candidato a governador em 1986, defendíamos uma aliança com o PDT. E na época uma auto proclamada esquerda do PT fez uma escassa maioria e derrotou esta proposta de unidade, e os perversos efeitos desta miopia politica marcaram profundamente a historia politica do estado dando um espaço a direita que não deveria nunca ter sido dado, pois cresceram e crescerão mais ainda em torno desta divisão, podendo facilmente o RS se transformar em um estado fascista como SC já o é.
Como consequência perdemos Porto Alegre para o Colares na Prefeitura e logo depois no Estado. E por falta de apoio Colares perdeu para um reporter da RBS o governo, que posteriormente conseguimos graças a grande apoio dos movimentos sociais organizados e ganhamos com o companheiro Olivio Dutra e 1988 a prefeitura e em 1998 o governo do Estado, graças as grandes inovações politica do orçamento participativo, onde os movimentos sociais se sentiam representados, pois viam a força estratégica deste instrumento. Porem ao ganharmos o estado tivemos os setores do PDT dirigidos por Viera da Cunha se aliando primeiro com o MDB de Pedro Simon o abriu espaço para o PDT se unir a direita contra nós. Uma aliança com a direita que o PT critica porem resultante do fato de que uma historia onde nos negamos a fazer acordos com eles e negamos apoio aos seus governos.
Na eleição de Porto Alegre a soma dos votos PT-PDT no primeiro turno nos daria a vitória. Porém os votos do PDT não migraram para Maria do Rosário. E o governo corrupto do Melo se replicou e tornou ele o maior puxador de votos do estado. Ou seja estamos engordando o fascismo.
Hoje estamos diante de um cenário político onde esta aliança é fundamental para recuperar a esquerda gaúcha mas principalmente para recuperar o patrimônio politico do Getulismo do janguismo e do Brizolismo ou seja com a historia da esquerda do Rio Grande do Sul.
A disputa a presidência ganhamos por pouco para Presidente. Luiz Inácio Lula da Silva recebeu 60.345.999 votos (50,9% do total de votos válidos), contra 58.206.354 (49,1%) votos recebidos por Jair Messias Bolsonaro. Porem Edegar fez 26, 77% aproximadamente 60 % da votação de Lula.
Olivio Dutra perdeu para o Senado. Os votos para Federal também não colaram na votação de Lula.
Se tivesse somado os 1.6 % dos votos de Vieira da Cunha em 22 Edegar tinha ido para o segundo turno. O mesmo pode acontecer agora . Só que Juliana tem muito mais votos que Vierinha. Juliana tem potencial para mais de 20 % . Isto mostra o peso de seu nome.
Juliana no segundo turno contra Zucco, pega alguns apoios da turma de Gabriel/ Leite. O PT não atrairá ninguém no segundo turno (mal e porcamente, terá o apoio de parte do PDT). Se repetindo o cenário de 2022, com Gabriel (Leite) e Zucco (Onyx) no segundo turno. E no senado também perderemos.
Em todo o RGS, em cada cidade encontramos bravos trabalhista que mantém e o pensamento nacionalista de Getúlio, Jango e Leonel Brizola e seus compromisso com a importância das empresas e estatais e com a educação do país e seus cidadãos. Em todo o RGS, em cada cidade encontramos bravos trabalhistas petistas e pedetistas nos fortalecem e honram com seu companheirismo ao longo da historia de nossas lutas. Que venham a se encontrar em um mesmo comício em um mesmo palanque com seus iguais do PSol, PCdoB, PV, Rede, PSB, PT!
Como dizia o Alceu Collares, “tem que ser de luta!”
Foto de capa: Acervo Instituto Lula





