O que o Brasil vai querer ser quando (voltar) a crescer: uma agenda para o desenvolvimento econômico e social do Brasil para o período 2026-2034

Última edição em abril 7, 2026, 03:00

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O Enigma da Estagnação e a Crônica da Servidão Consentida

A trajetória da economia brasileira nas últimas décadas é um testemunho de potencialidades abortadas e de uma escolha deliberada por um regime macroeconômico que priorizou a estabilidade de preços em detrimento do desenvolvimento e da mudança estrutural. Minha produção intelectual no período compreendido entre 2021 e 2026, especialmente consolidado nas obras Macroeconomia da Estagnação Brasileira (2021) e Macroeconomia Monetária (2025), aponta que o Brasil padece de uma patologia econômica denominada Doença Holandesa não neutralizada. Esta condição, longe de ser um fenômeno puramente natural decorrente da abundância de recursos naturais, foi agravada por uma servidão consentida[1]: um arranjo de políticas que favoreceu a apreciação crônica da taxa real de câmbio e a manutenção de taxas de juros reais entre as mais elevadas do mundo. No arco temporal de 2006 a 2025, é possível identificar que a desindustrialização brasileira não seguiu o padrão das economias avançadas, onde a transição para serviços ocorre após a maturidade industrial fruto da homogeneização dos níveis de produtividade do trabalho entre todos os setores de atividade produtiva; mas, no caso brasileiro, tratou-se de uma desindustrialização tanto precoce como absoluta, caracterizada pela perda de densidade das cadeias produtivas, pela regressão para uma pauta exportadora baseada em commodities de baixa complexidade e pela queda em termos absolutos da produção industrial.  Este processo reduziu o crescimento potencial da economia, aprisionando o país na armadilha da renda média (Oreiro, Martins da Silva e Dávila Fernandez, 2020) onde a produtividade estagna e o hiato tecnológico em relação à fronteira internacional se amplia (Oreiro, D´Agostini e Gala, 2020).  Para que o Brasil volte a ser uma nação soberana em 2034, precisamos romper o ciclo de autoalimentação negativa que nos transformou em uma sociedade neo-extrativista.

I. A Anatomia da Estagnação: O Ciclo de Realimentação Negativa

O mecanismo que trava o Brasil é um sistema complexo de engrenagens que se retroalimentam, destruindo o tecido produtivo.

1. A Inércia e a Estabilização Inacabada do Plano Real

Como demonstramos tecnicamente em Oreiro e Costa Santos (2023), o pecado original do Plano Real foi ter sido uma estabilização incompleta. Embora tenha eliminado a alta-inflação crônica, o plano permitiu a sobrevivência de mecanismos de indexação generalizada em contratos de longo prazo, aluguéis, tarifas e salários. Essa indexação residual cria uma inércia inflacionária crônica: o coeficiente de autocorrelação das séries de inflação no Brasil é vastamente superior ao de economias maduras como a dos Estados Unidos. Na prática, a inflação de hoje depende excessivamente da de ontem, tornando a política monetária estruturalmente ineficiente e exigindo sacrifícios desproporcionais do produto e do emprego para atingir metas rígidas.

2. A “Trindade Perversa” e a Captura Cognitiva

Este arranjo sustenta o que chamo de “trindade perversa”: juros reais estratosféricos, câmbio sobrevalorizado e abertura financeira indiscriminada. O Banco Central opera sob a “captura cognitiva”: ele decide hoje sob o olhar atento daqueles que serão seus empregadores amanhã na Faria Lima — o fenômeno da “porta giratória” que interliga o Copom ao mercado financeiro.

Diferente de economias normais, o Brasil sofre com a obstrução dos canais de transmissão monetária causada pelas LFTs (títulos indexados à Selic)[1]. Quando o BC sobe os juros, ele não gera um efeito riqueza negativo; ao contrário, ele aumenta imediatamente a renda dos detentores de títulos, estimulando o consumo rentista e forçando doses de juros ainda mais elevadas para conter a inflação nos demais setores. A evidência empírica sistematizada para o Brasil no período 1998-2017 por Oreiro, D´Agostini e Gala (2020) demonstra que a sobrevalorização cambial crônica não apenas pune a indústria, mas destrói a própria complexidade econômica do país.

3. O Dreno Financeiro e o Desequilíbrio Fiscal Endógeno

A política de juros altos gera um desequilíbrio fiscal de natureza financeira. Em 2025, o déficit nominal do setor público atingiu quase 8% do PIB, mas 97,3% desse valor deveu-se exclusivamente ao pagamento de juros da dívida pública. O gasto com juros, que superou R$ 941 bilhões anuais, asfixia o orçamento, retirando o espaço para investimentos em infraestrutura e educação. É um desequilíbrio alimentado pelo próprio Banco Central, transformando a dívida em uma quase-moeda remunerada que serve apenas ao topo da pirâmide social.

4. A Anatomia da Desindustrialização Precoce

A desindustrialização brasileira é o resultado de uma interação perversa entre o regime de política macroeconômica e a estrutura produtiva. A evidência empírica apresentada por mim e co-autores em periódicos como o Brazilian Journal of Political Economy e a PSL Quarterly Review demonstra que a taxa real de câmbio (TRC) atua como uma variável estratégica para o crescimento[2] Quando o câmbio permanece sobrevalorizado, a lucratividade do setor de manufaturas é comprimida, desestimulando o investimento em capital fixo e em inovação.

Tabela I Dimensões da Desindustrialização, Manifestações e Impacto na Economia Brasileira

Dimensão da DesindustrializaçãoManifestação no Brasil (2011-2024)Impacto no Desenvolvimento
Participação da Indústria no PIBQueda persistente abaixo de 12%Redução dos retornos crescentes de escala
Complexidade das ExportaçõesConcentração em minérios e agronegócioMaior vulnerabilidade a choques de termos de troca
Hiato TecnológicoAumento da distância para a fronteira (OECD)Perda de competitividade não-preço
Qualidade do EmpregoExpansão do setor de serviços de baixa produtividadeEstagnação da massa salarial real

Fonte: Elaboração do Autor.

A perda de importância da indústria de transformação não é apenas um problema setorial, mas uma ameaça à dinâmica macroeconômica como um todo. A indústria é o motor do progresso técnico e da inovação; sem ela, o coeficiente de Kaldor-Verdoorn, que mede a sensibilidade da produtividade do trabalho ao crescimento do produto, sofre uma redução drástica, reduzindo assim o potencial de crescimento da produtividade.

II. Crítica ao Governo Lula 3: A Persistência do Erro

Apesar das expectativas, a gestão econômica de 2023-2026 manteve-se prisioneira do consenso liberal-rentista cometendo equívocos estratégicos fatais.

1. A Inconsistência Matemática do Arcabouço Fiscal de Haddad

O Novo Arcabouço Fiscal (LC 200/2023) ou (sic) Arcabouço Fiscal Sustentável padece de uma inconsistência matemática fundamental, como apontei originalmente em meu blog em 2023: o governo tentou fixar metas simultâneas para o resultado primário e limites para o crescimento da despesa primária real. Matematicamente, se a receita for tratada como exógena — pois a mesma não está diretamente sobre o controle do governo—, não há coerência contábil entre esses dois objetivos sem tornar a receita a variável de ajuste. Em suma, trata-se de uma equação que possui duas variáveis endógenas, tornando o sistema matematicamente sobre determinado. Nesse contexto, a regra impõe uma austeridade permanente que asfixia o investimento público, tratando gastos em ciência e tecnologia como despesa corrente.

2. A Inconsistência de Jan Tinbergen vs. o Voluntarismo de Mazzucato na NIB

A fragilidade da política industrial do governo Lula 3 denominada de Nova Indústria Brasil reside na negligência ao teorema de Jan Tinbergen: o número de instrumentos de política econômica deve ser igual ou superior ao de objetivos independentes. O governo definiu a “neoindustrialização” como missão (inspirada em Mazzucato), mas não controlava diretamente os instrumentos macroeconômicos (câmbio e juros) para alcançá-la. Sem neutralizar a Doença Holandesa, as missões tornaram-se um exercício de “enxugar gelo”, resultando na continuidade da desindustrialização precoce, com a manufatura definhando abaixo de 11% do PIB.

3. Profit Squeeze e a Taxa de Investimento de 17%

A taxa de investimento no governo Lula 3 permaneceu em medíocres 17% do PIB, insuficiente para o crescimento robusto. Como demonstrado na Figura 1 abaixo, as margens de lucro das empresas listadas na Bovespa operaram sistematicamente abaixo das médias históricas, aproximando-se de níveis críticos de 8% entre 2024 e 2026. Este é o fenômeno do profit squeeze (esmagamento de lucros) recorrente: juros reais elevados aumentam o custo do capital e o câmbio apreciado reduz a competitividade-preço, esmagando as margens industriais. Sem lucro atraente, o capital migra para a ciranda financeira, explicando por que a FBKF não decola enquanto o déficit em conta corrente atinge 3% do PIB para financiar o consumo de bens estrangeiros.

III. A Gestão do Banco Central: Do Dogmatismo à Frustração

A condução do Banco Central do Brasil (BCB) entre 2021 e 2026 consolidou o isolamento institucional em favor do rentismo.

1. O Banco Central de Roberto Campos Neto

A gestão de Roberto Campos Neto foi pautada pelo conservadorismo excessivo, utilizando o dogma da NAIRU como ferramenta metafísica para manter juros contracionistas extremos, ignorando que a inflação brasileira era causada por choques de oferta (alimentos e energia) e não por excesso de demanda. Sua performance pública revelou uma autoridade nervosa e insegura, tentando se vender como defensor do “social” enquanto mantinha o torniquete monetário que asfixiava a economia real.[1]

2. O Banco Central de Gabriel Galípolo

A posse de Gabriel Galípolo em 2025 frustrou as expectativas dovish de parte da esquerda brasileira. Buscando provar sua autonomia (com relação ao governo) para o mercado, ele manteve e ampliou a dosagem de aperto monetário, ignorando que o desemprego baixo para padrões históricos brasileiros esconde um vasto desemprego disfarçado na forma de contratos de trabalho atípicos (jornadas de 30 horas de trabalho), trabalhadores desalentados, empregos informais e no autoemprego em atividades de baixa produtividade. A transferência desses trabalhadores do desemprego disfarçado para o emprego formal exige o aumento do estoque de capital por trabalhador e uma profunda mudança estrutural na economia brasileira que crie postos de trabalho de melhor qualidade. Isso, por sua vez, exige investimento produtivo, e não asfixia monetária. Galípolo rendeu-se à “captura cognitiva” do Boletim Focus, permitindo que a opinião de 150 bancos se tornasse a bússola única da política nacional.

IV. O Acordo Mercosul-União Europeia: Realismo Estratégico ou Armadilha?

O acordo firmado em 2026 representa um artefato de realismo econômico em uma era de idealismo em colapso.

  • O Risco da Assimetria: O perigo central é a consolidação de uma troca desigual: importaremos capital humano (tecnologia) e exportaremos natureza (commodities). Reduzir tarifas sem superar o hiato de produtividade expõe a manufatura nacional a uma competição desleal, aceitando a “especialização regressiva” como destino.
  • O Protecionismo Verde: Existe o risco de que legislações europeias como a EUDR (desmatamento) sejam usadas abusivamente como barreiras não-tarifárias sob o “princípio de precaução”.

O Papel Geopolítico: O presidente eleito em 2026 deve exigir Cláusulas de Desenvolvimento Produtivo e liderar o bloco como um contrapeso efetivo à dependência sinocêntrica e ao unilateralismo dos EUA, inserindo o Brasil em uma cadeia de valor democrática.

V. Propostas para um Novo Regime de Política Macroeconômica

Para romper o ciclo de estagnação, proponho uma reestruturação profunda do regime macroeconômico, garantindo a consistência entre instrumentos e metas.

1. Novo Regime Monetário: Mandato Dual e Desindexação

  • Mandato Dual: Reforma da lei de autonomia para conferir peso igual à estabilidade de preços e ao pleno emprego definido como uma situação na qual o desemprego disfarçado é igual a zero.
  • Reforma da Meta de Inflação: Elevar a meta contínua para 4% a.a., nível compatível com a estrutura de custos brasileira, evitando o aperto monetário irracional.
  • Desarmamento das LFTs: Substituição gradual das Letras Financeiras do Tesouro por títulos prefixados para restaurar o canal de transmissão da política monetária.
  • Desindexação Profunda: Programa de desvinculação de contratos de longo prazo e tarifas públicas para reduzir o coeficiente de autocorrelação da inflação.

2.  Política Cambial e Neutralização da Doença Holandesa

A pedra angular da nova estratégia é a neutralização da Doença Holandesa para alcançar o equilíbrio industrial. Isso não significa um câmbio desvalorizado artificialmente, mas sim um câmbio competitivo que permita que a indústria de transformação brasileira seja capaz de competir em igualdade de condições (preço e extra preço) no mercado global.

Tabela II: Gestão da Política Cambial para a Neutralização da Doença Holandesa.

Instrumento de PolíticaObjetivo EspecíficoJustificativa Econômica
Imposto de Exportação sobre CommoditiesEstabilizar a RER em nível competitivoDesconectar o câmbio dos ciclos de preços de matérias-primas
Gestão de Reservas e IntervençãoReduzir a volatilidade excessiveFornecer previsibilidade para o investimento de longo prazo
Controle de Fluxos de CapitaisDesestimular o carry tradeEvitar a valorização especulativa da moeda
Fundo Soberano de InvestimentoEsterilizar influxos de divisasFinanciar a inovação sem pressionar o câmbio

Fonte: Elaboração do autor.

A manutenção de uma taxa real de câmbio competitiva é a condição necessária para o catching-up. Sem ela, qualquer política industrial será enxugar gelo, pois os sinais de preços continuarão favorecendo a importação de bens manufaturados e a exportação de produtos primários.

3. Política Fiscal para o Investimento e Sustentabilidade

A superação da lógica do teto de gastos e de regras fiscais meramente punitivas é essencial. O novo arcabouço fiscal deve ser focado na sustentabilidade da relação dívida/PIB através do crescimento, e não apenas pelo corte de despesas.3

  • Exclusão do Investimento Público de Metas de Gasto: Investimentos em infraestrutura, educação e ciência e tecnologia devem ser tratados como formação de capital, gerando retornos futuros que reduzem a relação dívida/PIB no longo prazo.19
  • Reforma Tributária Progressiva: Migrar a carga tributária do consumo e da folha de pagamentos para a renda e o patrimônio das camadas mais ricas, aumentando a justiça social e a eficiência econômica.23
  • Política Fiscal Anticíclica: O Estado deve ter espaço para expandir gastos em momentos de desaceleração global, garantindo a estabilidade da demanda agregada.16

VI. Metas Estratégicas para 2034

Para que o Brasil deixe de ser o país do futuro e se torne uma nação desenvolvida, estabelecemos as seguintes métricas de sucesso para o horizonte de oito anos:

Tabela III: Metas Estratégicas de Desenvolvimento para 2024

IndicadorMeta 2034Impacto Esperado
FBKF (% PIB)> 25%Crescimento potencial de 5% a.a.
Juros Reais< 3% a.a.Fim do dreno rentista e solvência fiscal
Indústria (% PIB)> 18%Superação do neoextrativismo
Informalidade< 20%Estabilidade social e previdenciária

Fonte: Elaboração do autor.

1. Neoindustrialização Verde e Mudança Estrutural Ecológica (ESC)

A retomada da participação da indústria para níveis superiores a 18% do PIB não será baseada no modelo esgotado de substituição de importações, mas na Mudança Estrutural Ecológica (ESC). Este processo envolve a realocação deliberada de capital e trabalho de setores “marrons” (poluentes e de baixa complexidade) para setores “verdes” e tecnologicamente sofisticados.4 A ESC é a resposta ao esmagamento de lucros evidenciado na Figura 1, pois busca elevar a rentabilidade através da inovação e da eficiência ambiental, criando novos motores de modernização como o hidrogênio verde e a biotecnologia.5

2. O Mercado de Trabalho e a Superação da Heterogeneidade

A meta de reduzir a informalidade para níveis abaixo de 20% exige o fechamento do “hiato de qualidade do emprego”. O Brasil sofre de uma heterogeneidade estrutural profunda, onde o baixo desemprego nominal de 2025 esconde um “desemprego disfarçado” na informalidade de baixa produtividade. A política macroeconômica deve focar na transferência massiva dessa mão de obra para a indústria verde e serviços tecnológicos. Somente a união entre investimento em capital fixo (FBKF > 25%) e qualificação técnica permitirá que os ganhos de produtividade se traduzam em aumentos salariais reais sem gerar pressões inflacionárias de custo.

3. Desafios Internacionais e Inserção Soberana

A convergência dos juros reais para patamares inferiores a 3% a.a. é a precondição para uma inserção soberana no cenário global. A manutenção de juros anômalos eleva o prêmio de risco local e atrai capital especulativo que aprecia o câmbio, selando o destino do Brasil como uma colônia neoextrativista. O Brasil de 2034 deve usar o acordo Mercosul-UE não como uma armadilha, mas como um contrapeso estratégico ao unilateralismo das superpotências (EUA e China), inserindo-se em cadeias de valor democráticas que valorizem o “capital humano” nacional em vez de apenas exportar recursos brutos.

Conclusão: O Brasil que Queremos Ser

O Brasil de 2034 deve ser o resultado de uma escolha consciente pela soberania. Os erros do governo Lula 3 mostram que a conciliação com o rentismo é o caminho para a mediocridade. A batalha das ideias exige coragem para enfrentar o dogma da NAIRU e a metafísica dos mercados.

O tempo da servidão consentida deve acabar; o tempo do desenvolvimento soberano precisa começar. Se o Brasil voltar a crescer sob as bases da Reindustrialização Verde, com um Banco Central comprometido com o emprego e um Estado que induz o investimento, veremos uma nação mais justa, produtiva e livre. O que o Brasil vai querer ser quando crescer? A resposta deve ser: uma democracia vibrante apoiada em uma economia industrial moderna, capaz de oferecer dignidade para todos os brasileiros.

Referências Bibliográficas

As propostas e análises deste Manifesto baseiam-se na produção intelectual de José Luis Oreiro no período 2021-2026:

Livros

  • OREIRO, J. L. Macroeconomia Monetária: Emprego, Moeda e Taxa de Juros. Rio de Janeiro: Alta Books, 2025.
  • OREIRO, J. L.; PAULA, L. F. Macroeconomia da Estagnação Brasileira. Rio de Janeiro: Alta Books, 2021.

Artigos Científicos e Working Papers

  • OREIRO, J. L.; MARTINS DA SILVA, K.; DÁVILA-FERNANDEZ, M. J. A New Developmentalist model of structural change, economic growth and middle-income traps. Structural Change and Economic Dynamics, v. 55, p. 26-38, dez. 2020.
  • OREIRO, J. L.; MANARIN D’AGOSTINI, L. L.; GALA, P. Deindustrialization, economic complexity and exchange rate overvaluation: the case of Brazil (1998-2017). PSL Quarterly Review, v. 73, n. 295, p. 313-341, dez. 2020.
  • OREIRO, J. L.; COSTA SANTOS, J. F. The unfinished stabilization of the Real Plan. In: FERRARI FILHO, F.; DE PAULA, L.F. (orgs.). Central Banks and Monetary Regimes in Emerging Countries. Edward Elgar, 2023.
  • SOUSA, L. N. E.; OREIRO, J. L. Industrial Policies for Reverting the Premature Deindustrialization of the Brazilian Economy. International Review of Economic Policy, v. 6, n. 1, 2024.
  • De Paula, L. F., Oreiro, J. L. (2025). Strategies for economic development in Brazil: A Structuralist-Keynesian approach. PSL Quarterly Review78(312), 135–158. https://doi.org/10.13133/2037-3643/18922
  • OREIRO, J. L.; GUARINI, G. Ecological transition and structural change: A new-developmentalist analysis. Socio-Economic Planning Sciences, v. 90, 2023.
  • OREIRO, J. L.; GABRIEL, L. F. et al. Labour Market Reforms in Brazil (2017-2021). Panoeconomicus, v. 70, n. 4, 2023.
  • OREIRO, J. L. Class Coalition and the Political Economy of New Developmentalism. Working Papers PKES, n. 2411, 2024.
  • OREIRO, J. L. Prêmio de Risco Endógeno, Equilíbrios Múltiplos e Dinâmica da Dívida Pública. Revista de Economia Contemporânea, 2025.

Intervenções Públicas e Relatórios

OREIRO, J. L. O mercado de trabalho no Brasil está aquecido? Uma réplica a Gabriel Galípolo. jlcoreiro.wordpress.com, 2025.

OREIRO, J. L. Manifesto pela Soberania Econômica e pelo Bem Comum. jlcoreiro.wordpress.com, 2026.

OREIRO, J. L. A Natureza Financeira do Desequilíbrio Fiscal Brasileiro. Informativo NECAT, n. 47, 2026.

OREIRO, J. L. Relatório Estratégico: Análise do Acordo Mercosul-União Europeia. 2026.

OREIRO, J. L. O Arcabouço Fiscal de Fernando Haddad: uma primeira avaliação. Brasil 247/Blog, 2023.


[1] Desindustrialização: A Crônica da Servidão Consentida e a Batalha das Ideias na Economia Brasileira (2006-2025) | José Luis Oreiro, acessado em abril 6, 2026, https://jlcoreiro.wordpress.com/2026/01/13/desindustrializacao-a-cronica-da-servidao-consentida-e-a-batalha-das-ideias-na-economia-brasileira-2006-2025/

[2] Ver Oreiro e Paula (2021).

[3] Real exchange rate and structural change in a Kaldorian balance of payments constrained growth model | Brazilian Journal of Political Economy, acessado em abril 6, 2026, https://periodicos.fgv.br/bjpe/article/view/95322

[4] José Luis Oreiro | Brasil 247, acessado em abril 6, 2026, https://www.brasil247.com/author/jose-luis-oreiro


Foto de capa: Reprodução| CNN

Sobre o autor

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José Luis Oreiro
Professor do Departamento de Economia da Universidade de Brasília (UnB) e pesquisador nível I do CNPq.

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