Ensinar em Tempos Neoliberais

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Por JORGE BARCELLOS*

Estamos iniciando o ano de 2026, mas ainda estamos marcados pelos avanços neoliberais na educação do ano anterior. Leio no Portal da Prefeitura de Porto Alegre (disponível em https://prefeitura.poa.br/gp/noticias/ppp-avanca-para-construcao-e-reforma-de-escolas-na-capital) que, no dia 10 de dezembro, o Consórcio Cuidar Porto Alegre (composto pelas empresas Afonso França e Astra) obteve na Bolsa de Valores de São Paulo a concessão da Parceria Público-Privada (PPP) Escola Bem-Cuidada em Porto Alegre. Diz a matéria: “O projeto prevê a construção de dez novas unidades de Educação Infantil na Capital, além da reforma e manutenção das 97 escolas da rede municipal. Hoje, a Capital investe R$ 269 milhões por ano para manter as escolas funcionando. Com a PPP, esses recursos serão destinados para uma empresa especializada em infraestrutura escolar e ambiente mais propício ao aprendizado. O valor inicial estimado do contrato foi de R$ 3 bilhões, com vigência de 20 anos a partir da ordem de início “. Leio a matéria e penso que a educação é um grande negócio. A imprensa saudou a iniciativa que, para mim – e eu posso estar errado – é mais da privatização educacional, que agora transfere serviços de manutenção da infraestrutura, higiene e segurança para empresas privadas. Na minha opinião, a medida é a imagem perfeita do avanço neoliberal em Educação cuja característica principal é, sempre, reduzir o papel direto do Estado na sua manutenção.

A Assurgs foi uma das primeiras instituições a manifestar-se contrária ao avanço neoliberal na educação da capital em artigo publicado em seu site (disponível em https://www.assufrgs.org.br/2025/02/13/artigo-quando-comeca-o-fim-da-picada-governo-melo-e-os-atentados-a-educacao-publica-em-porto-alegre/). Seus autores, Liliane Giordani e Marco Mello, criticam o alinhamento tanto do prefeito quanto da maioria do legislativo ao projeto restritivo de Educação do atual governo municipal, ainda que uma bancada de oposição seja comprometida com as lutas pela educação democrática. Os autores frisam que a cidade, que já foi referência internacional em Educação democrática, recuou em suas propostas progressistas “O que veio depois tem acentuado retrocessos! A gestão atual ataca as eleições diretas das direções das escolas, silencia diante da aprovação, pela Câmara de Vereadores, da Lei da Mordaça e avança na precarização das condições de trabalho das(os) educadoras(es). Para que serve(m) esses ataques à gestão democrática, transparência, impessoalidade e eficiência no serviço público?”, perguntam seus autores.  

Os autores dão como exemplo as eleições diretas. Pactuada desde 1985 com a comunidade, a eleição direta para o cargo de direção agora retrocede com a atuação da prefeitura, que com o poder sobre a lista tríplice, segundo os autores revela que a “preocupação do prefeito [é] o ‘alinhamento’ político-ideológico das direções com o governo municipal, silenciando as direções de possíveis denúncias e críticas”.  Outro exemplo dos autores é quanto aos recursos destinados à educação. Segundo eles, o prefeito aplicou na RME/POA em 2023 apenas 16,29% do orçamento, quando o previsto em lei é 25%. A falta de investimento resulta, por exemplo, segundo os autores, no fim de 2024, em mais de dez mil crianças sem vaga. Para Giordani & Melo, a política atual impede que a escola cumpra sua função, a de  “ser um espaço livre de ideias, questionamentos, diálogos, criticidade, debates e construção do conhecimento. O tema dos direitos humanos, as políticas antirracistas, anticapacitistas, antilgbtfóbicas, antixenófobas, antimisóginas e feministas devem estar na vida da escola. Isso é conteúdo de formação, isso é trabalhar com uma perspectiva crítica e libertadora. O silenciamento e as práticas de assédio moral às educadoras e aos educadores definem uma política que a extrema-direita representa. A Lei da Mordaça é justamente o que ela condena”.  

A crítica continua. Segundo os autores, o avanço das políticas de PPPs e terceirizações “torna o serviço público um balcão de negócios privados; a escola pública não servirá aos interesses das periferias urbanas e rurais, apenas à lógica empresarial-capitalista[…]Instituir “gerentes” de confiança, amordaçar educadoras(es) e transformá-las(os) em implementadores de aulas elaboradas por fundações privadas é o sonho dourado dos ideólogos de direita e dos mercadores ávidos por lucros a saquear os cofres públicos. Gestores preocupados em tão somente maquiar dados de desempenho e treinar estudantes para a obediência repetem a máxima que marcou nossa independência política formal: foi só/tem sido somente ‘para inglês ver’. Eis a verdade que se descortina.”

Por isso os autores finalizam apontando que é preciso impedir a barbárie. Como? Por uma mobilização da cidadania ativa para a defesa da democracia. Quando os autores dizem que a política neoliberal leva a educação ao “fim da picada”, título do artigo, é no sentido da opção de um caminho onde no fim o que sucumbe é a própria educação.  Mas eu penso que, onde os autores finalizam seu artigo, é preciso uma imagem da educação que queremos. Por isso dou um passo atrás nessa proposta de engajamento que visa à luta por uma “educação de qualidade, gratuita, autônoma, socialmente referenciada, plural, democrática e de caráter emancipatório”. Para mim isso é necessário, é claro, mas, antes, o passo atras a que me refiro é justamente esse:  é preciso ter a noção clara do que queremos que a escola ensine e o que queremos que os alunos aprendam. É nisso que se focam as próximas linhas.

É que estas questões fundamentais – o que é o ensinar? Como é o aprender? –  ocuparam os educadores durante séculos. Por isso, parto de um ponto de vista original para trazer ao leitor estas definições, vou atrás das representações que artistas fizeram ao longo da história sobre educação e a escola. A razão é que entendo que elas são, melhor que a análise das teorias pedagógicas, testemunhas que resumem a experiência e da subjetividade vivida na escola ao longo dos tempos.  É que a arte representou ao longo dos séculos as concepções dos filósofos e educadores sobre ensino e retratou cenas de sala de aula de épocas passadas que são de grande riqueza para recuperar a subjetividade escolar hoje. Imagens de rara beleza, elas nos mostram a tese que aqui defendemos de que toda pessoa pode ser libertada pela educação e que, em todas as classes sociais, o ensino das primeiras letras foi elemento central da cultura e da transformação social porque formam cidadãos ativos É contra isso que lutam os neoliberais, que  precisam de cidadãos passivos para sobrevier.

Fui atrás investigando as representações de vários pintores desconhecidos do passado como Steen, Lefebvre, Sweerts, Heem, Henri, Helst e Dou, onde vejo registros inusitados de cenas de educação ao longo da história. Vejamos um com detalhe um deles. O primeiro é Jean Steen. Nascido em 1626, sua arte é uma combinação alegre de temas do cotidiano escolar. Pintor holandês com notável olhar para cenas familiares e domésticas, estudou na Universidade de Leiden. Depois de ter estudado pintura primeiramente em Utrecht com o artista alemão Nicolaus Knupfer, seguiu para Haia, onde viveu até 1654, quando se mudou, conforme a tradição, para a ocupação do seu pai, fabricante de cerveja, abrindo uma taverna em 1672. O que me chama a atenção é que esse contato popular possibilitou que Steen registrasse as cenas mundanas, muitas delas repletas de crianças que predominam em sua obra. É que eu entendo que, com toda a evolução tecnológica que vivemos, há certas coisas que não mudam. Vejamos quais.

Dentre as pinturas que revelam como eram as escolas de sua época, destaco A escola da vila, pintada cerca de 1670. A tela, do acervo do National Gallery of Scotland, Edinburgh, mostra a riqueza de gestos e trejeitos em uma escola. As classes não são como as atuais com suas filas. Tampouco é uma turma extensa (são 21 alunos), mas observe quanta energia há por todo o lado. E no centro de tudo, o professor, que com seu auxiliar organiza (organiza?) a sala de aula. A riqueza de detalhes impressiona e lembra algumas classes atuais: no canto, fora do olhar do professor, um detalhe de crianças brigando; em outro canto, uma criança adormece. À esquerda, crianças brincam com um papagaio. Há até um menino que, displicentemente, sobe na classe. Como muitas escolas de hoje, guiar uma turma é sobreviver à “bagunça” das crianças. Mas é justamente ali que está toda sua criatividade, não?

STEEN, Jean. A escola da vila [Pintura]. Edinburgh: National Gallery of Scotland, c. 1670.

Dentre as pinturas que revelam como eram as escolas de sua época, destaco A escola da vila, pintada cerca de 1670. A tela, do acervo do National Gallery of Scotland, Edinburgh, mostra a riqueza de gestos e trejeitos em uma escola. As classes não são como as atuais com suas filas. Tampouco é uma turma extensa (são 21 alunos), mas observe quanta energia há por todo o lado. E no centro de tudo, o professor, que com seu auxiliar organiza (organiza?) a sala de aula. A riqueza de detalhes impressiona e lembra algumas classes atuais: no canto, fora do olhar do professor, um detalhe de crianças brigando; em outro canto, uma criança adormece. À esquerda, crianças brincam com um papagaio. Há até um menino que, displicentemente, sobe na classe. Como muitas escolas de hoje, guiar uma turma é sobreviver à “bagunça” das crianças. Mas é justamente ali que está toda sua criatividade, não?

Outra pintura de Steen é O mestre-escola, óleo sobre tela pintado por volta de 1663–65, do acervo da National Gallery of Ireland, Dublin. Como tantas outras de seu tempo, retrata a educação tradicional e o ambiente escolar. Um professor com a palmatória pune um aluno.  Vemos o sofrimento da criança, mas repare no olhar maroto dos colegas, na observação atenta, no exemplo de que a punição serve para os demais.  Nada que seja desconhecido dos educadores atuais. Contudo, em ambas há uma diferença importante: o homem é responsável pela educação da criança. Sua figura rude e autoritária é sempre o centro da cena. Daí a imagem aterrorizante para a criança da palmatória, que chegou a muitas escolas do Brasil.

STEEN, Jean. O mestre-escola [Óleo sobre tela]. Dublin: National Gallery of Ireland, c. 1663-1665.

Para que cenas como essas fossem tema dos artistas, houve uma série de outras que registraram as condições necessárias para o sucesso da empreitada escolar. Protegidos pelos príncipes esclarecidos, surge no século XIX a edição de livros, que são utilizados também para a educação.  É o triunfo da razão.  Cartazes anunciam os novos lançamentos de Voltaire, Rousseau e d’Alembert. Pacotes de livros estão prontos para serem expedidos para Espanha ou Portugal. Transportadores clandestinos ou vendedores audaciosos levam livros aos lugares onde as autoridades pretendem proibi-los. A educação moderna aproveitará o comércio dos livreiros e de sebos com seus tabuleiros ao ar livre: a leitura será cada vez mais valorizada, e com ela, uma nova relação com o aprendizado das primeiras letras para uma relação mais familiar com o livro, agora alugados por hora, para uma leitura ao ar livre. Olho a imagem e não deixo de imaginar nela a origem dos grandes empresários da educação nacional que querem vender seus projetos educativos. Para quê? Para vender! O que? Seus livros e apostilas, o grande negócio da educação. E, é claro, com uma visão de mundo particular, a neoliberal, a de que qualquer um pode ser um empreendedor de sucesso. Só se esquece de falar da luta de classes que a alimenta e a desresponsabilização do sistema capitalista disso tudo.

A leitura é o novo hábito do tempo moderno retratado pelos artistas. O segundo artista que aponto aqui é Gerbrand van den Eeckhout, que em O estudante e seus livros, pintado em 1671, atualmente no Museum of Fine Arts, Budapest, retrata o desenvolvimento desta nova atitude. Este hábito será essencial à educação moderna, com sua vocação para o estudo pessoal. As formas da leitura são diferentes, tanto quanto o lugar de leitura, no severo interior de casa, na biblioteca ou na escola. Mas, em todas, a leitura é um ato intenso, absorvente, que prende completamente a atenção.  Penso para onde caminha a educação neoliberal, com seu fascínio pela tecnologia em sala de aula, por seus métodos didáticos de orientação e formação rápida. Lembro de minha própria educação, tradicional, baseada na leitura e nos livros e não tenho dúvidas que aprendíamos melhor no passado do que no presente.

EECKHOUT, Gerbrand van den. O estudante e seus livros [Óleo sobre tela]. Budapest: Museum of Fine Arts, 1671.

Ora, eu posso ser um professor tradicional, mas acredito que a leitura profunda é essencial à educação e depende da orientação serena de um mestre para seu discípulo, da relação professoral, consolidada na imagem de Claude Lefebvre, O Professor e seu pupilo do acervo do Musée du Louvre, Paris. O mesmo tema também é objeto de Adriaen Jansz van Ostade, na obra O mestre-escola. Pintado em 1662, este óleo do Musée du Louvre, Paris, mostra a figura do professor e seus alunos. Pode-se dizer que ambas as imagens modernas encontram sua raiz no clássico da representação da escola, que é a obra de Rafael Sanzio, Escola de Atenas, pintada em 1509–10, que abre este artigo.

LEFEBVRE, Claude. O professor e seu pupilo [Pintura]. Paris: Musée du Louvre, 1662.

OSTADE, Adriaen Jansz van. O mestre-escola [Óleo sobre tela]. Paris: Musée du Louvre, 1662.

O afresco do Palácio Pontifício, Vaticano, é um dos mais belos exemplares de uma educação na qual a transmissão da experiência do mestre para o discípulo era o centro da relação de ensino. A rigor, tais imagens servem para ilustrar aquilo que a história da pedagogia compreende como as quatro escolas fundamentais da educação: a tradicional, liberal, crítico-social dos conteúdos e cidadã – as duas últimas somente para ilustrar as tendências brasileiras.  Quando os artistas retratavam a escola tradicional, em primeiro plano se destacava o fato de o aluno ter a obrigação de dominar o conteúdo universal transmitido pela escola.  As pinturas são claras: a escola é uma instituição autoritária e organizada, com funções claramente definidas e normas disciplinares rígidas. É uma escola em que o aluno deve ser ajustado para não se desviar das normas.

Algumas imagens, contudo, já anteveem o nascimento da escola liberal, em que o aluno é o centro do processo, atuando de forma criativa baseado no princípio de “aprender a aprender”. É uma escola participativa, para todos, e, ao contrário da escola tradicional, é democrática. Veja-se a obra de Michel Sweerts, Aula de Desenho, pintada entre 1656 e 1658, óleo sobre tela do Frans Halsmuseum, Haarlem. Predomina nesta aula de pintura a atividade com modelo vivo; o debate é criativo, a aula, inovadora. A Escola Nova, tal como pregaram posteriormente Dewey e seguidores, prega o afrouxamento das normas disciplinares, com disfarce da autoridade do professor. Como na aula de desenho de 1656, somente o desenvolvimento integral do aluno é o que importa.

Outras imagens anteveem o nascimento da Escola Crítico-Social dos Conteúdos. Proposta no Brasil por J. Libâneo, com o objetivo de conciliar vocação política e domínio de conteúdos tradicionais, um olhar para o passado pode encontrar seu anúncio na pintura de Jan Davidsz Heem, O estudante e seu estudo, um óleo sobre tela do Ashmolean Museum, Oxford, encarna seu fundamento, o de desejo de que o aluno domine solidamente os conteúdos de ensino. Contudo, tal domínio só tem sentido se o aluno for capaz de preparar, conscientemente, a mudança social. Na obra, o aluno está disperso e contra isto lutam os educadores. A concepção que no Brasil vai responder a esta questão é herdeira do pensamento de Paulo Freire.

SWEERTS, Michel. Aula de desenho [Óleo sobre tela]. Haarlem: Frans Halsmuseum, 1656-1658.

A Escola Cidadã, em que o aluno é formado para ser cidadão de uma comunidade, em que os valores éticos e morais predominam, pode ser ilustrada pela expressão da pintura Os professores do Orfanato de Wallon. A obra, de Bartholomeus van der Helst Helst, é de 1637 e se encontra na Maison Descartes, em Amsterdam. Recém-formados, estes mestres encarnam o cidadão do mundo. 

HELST, Bartholomeus van der. Os professores do Orfanato de Wallon [Pintura]. Amsterdam: Maison Descartes, 1637

São homens que se transformaram em professores, mas são cidadãos.  Seu olhar é penetrante, sua atitude, firme. O conhecimento abre o olhar para o mundo.

Somente uma educação que seja atenta à criança, desde o início, pode levar o adulto a chegar a este olhar, como ocorre na pintura de Jean-Baptiste-Siméon Chardin, A Jovem Professora Pintada em 1736, este óleo sobre tela da National Gallery, London, mostra a atuação do professor numa educação cidadã, voltada atentamente às necessidades da criança, com ouvidos atentos para dar condições a ela de decidir por si só ao longo de toda a vida.

CHARDIN, Jean-Baptiste-Simon. A jovem professora [Óleo sobre tela]. London: National Gallery, 1736.

O que a arte revela é que, ao longo do tempo, pouco mudou na educação. A relação mestre-discípulo continua a existir, como também a algazarra e as trampolinagens de alunos em sala de aula. Mas assim como as concepções de educação mudaram com a modernidade, a arte antiga anunciou que os tempos deveriam mudar. Talvez nenhuma imagem represente o significado que tem a educação, como a de Gerrit Dou, Escola ao entardecer, óleo sobre tela do Rijksmuseum, Amsterdam.  Ela mostra que a educação se faz com esforço, é a luta contra a escuridão da ignorância.

DOU, Gerrit. Escola ao entardecer [Óleo sobre tela]. Amsterdam: Rijksmuseum, s.d.

Qual é a escuridão atual? A representada pelos retrocessos contemporâneos da educação neoliberal. Se a arte histórica revela a importância da relação mestre-discípulo e da luta contra a ignorância, ela nos sugere continuar a defesa da educação democrática conquistada pelos governos de esquerda. No contexto do governo atual de desmonte dos governos de direita, de privatização, supressão de eleições substituídas por listas tríplices controladas pelo executivo e na desvalorização do professor, a escola deixa de ser um lugar de formação para se transformar em balcão de negócios. Precisamos de mais luz sim, como dizia Goethe, mas para educar, não para aumentar os lucros dos empresários do setor. E isso que a arte nos ensina sobre a educação.


*Jorge Barcellos é graduado em História (IFCH/UFRGS) com Mestrado e Doutorado em Educação (PPGEDU/UFRGS). Entre 1997 e 2022 desenvolveu o projeto Educação para Cidadania da Câmara Municipal. É autor de 21  livros disponibilizados gratuitamente em seu site jorgebarcellos.pro.br. Servidor público aposentado, presta serviços de consultoria editorial e ação educativa para escolas e instituições. É casado com a socióloga Denise Barcellos e tem um filho, o advogado Eduardo Machado. http://lattes.cnpq.br/5729306431041524

Foto de capa: SANZIO, Rafael. Escola de Atenas [Afresco]. Vaticano: Palácio Pontifício, 1509-1510.

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