Por INSTITUTO AMSUR*
As eleições brasileiras de 2026 serão novamente bastante polarizadas, com campos fortemente demarcados, o que já vem sendo apontado pelas pesquisas eleitorais. Mas há um fenômeno que vem ganhando enorme importância, que é o significado desse processo eleitoral nas acirradas disputas geopolíticas internacionais que vêm fazendo perceber um sentido para o Brasil que não se havia demonstrado de forma tão explícita nas disputas que foram demarcando os campos políticos brasileiros desde o golpe que culminou com o impeachment da Presidenta Dilma Rousseff e a posterior prisão do Presidente Lula. Vai se explicitando, sem muitas nuances, na postura do governo dos EUA, mais ainda neste segundo Governo Trump, o peso que aquele governo está dando para a exacerbação de seu domínio e hegemonia sobre o conjunto do Continente Americano. Para tanto, redefiniu sua Doutrina de Segurança Nacional, com o que resolveu apelidar de Doutrina Donroe, buscando sedimentar toda América Latina e Caribe, mas também Canadá e Groenlândia, como seu quintal. Essa postura tem, no Brasil, um objetivo que se acentua. Vários acontecimentos recentes demonstram isso, como são os casos da ação militar na Venezuela, o acordo militar com o Paraguai e a intervenção nos processos eleitorais dos diferentes países do Continente, que têm levado a uma profunda balcanização da região e um desmonte crescente de seus instrumentos de integração. A participação na CEPAC (sigla em Inglês para a Conferência de Ação Política Conservadora), em Dallas, por parte do candidato Flávio Bolsonaro e seu discurso em Inglês ganharam claramente um sentido de adesão a essa política trumpista.
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Foto de capa: IA




