Por SILVANA CONTI*
Temos muitas tarefas mas só conseguiremos realizá-las com muita unidade e diálogo.
Precisamos acumular forças, construir ampla unidade de partidos, movimentos sociais, amplos setores da sociedade, universidades, movimentos de mulheres, juventudes, negras e negros, LGBTQIA+, Centrais Sindicais, democratas, e uma grande aliança com o povo para defendermos a democracia do Brasil, e a soberania de toda a América Latina!
O 8 de janeiro de 2023 escancarou um projeto político de ruptura democrática.
Foi uma ofensiva organizada para destruir a soberania popular, desacreditar o voto, violar a Constituição e impor, pela violência, um regime autoritário a serviço do capital e de interesses imperialistas.
Aquele ataque revelou o que a extrema direita tenta esconder: quando perdem nas urnas, recorrem ao golpe. Quando a democracia deixa de garantir privilégios, ela passa a ser tratada como inimiga.
O 8 de janeiro foi um ataque direto ao povo brasileiro, aos direitos sociais, às políticas públicas e à possibilidade concreta de um projeto democrático e popular.
O golpismo que explodiu em janeiro é produto da crise estrutural do capitalismo, do aprofundamento das desigualdades e da reação violenta das elites diante da perda de hegemonia. Um sistema em crise recorre ao autoritarismo, à mentira e à violência política para se manter.
O imperialismo, em declínio, transforma a guerra, a desestabilização e os golpes em método permanente de dominação.
O que ocorreu no Brasil conecta-se aos ataques à soberania da Venezuela e às ofensivas contra a América Latina. É o mesmo projeto que promove intervenções, sanções, bloqueios e guerras como solução econômica. Um projeto que precisa destruir a democracia para seguir saqueando povos e territórios.
No Brasil, o bolsonarismo é a expressão nacional desse projeto antidemocrático, antipopular e violento, que opera pela desinformação, pela criminalização da política e pelo incentivo ao ódio.
Não é acidente histórico. É programa de poder.
Por isso dizemos: não à anistia para golpistas. Todos os criminosos na cadeia.
De janeiro a janeiro, a tarefa é nítida: acumular forças, construir unidade popular, fortalecer a organização do povo nas ruas, nos territórios, nos sindicatos e nos movimentos sociais. Defender a democracia exige enfrentamento político permanente e compromisso radical com a soberania popular.
Este é um chamado à luta organizada.
Não podemos esquecer o 08 de janeiro de 2023, para que nunca mais aconteça.
A luta pela resistência cotidiana, contra o autoritarismo, pela solidariedade entre os povos da América Latina e do mundo.
Chamamos todas, todos e todes a ocupar as ruas, do Oiapoque ao Chuí, neste 8 de janeiro de 2026.
Em defesa da democracia, da Paz e da soberania na América Latina!
Nos encontramos nas ruas.
*Silvana Conti é professora aposentada da RME, Diretora de Formação do SIMPA, Membra do CC – Partido Comunista do Brasil, Direção Nacional da UBM na coordenação LBT, Mestra em Políticas Sociais e Doutoranda da Educação/UERGS.
Foto de capa: Silvana Conti




