Por ANGELO CAVALCANTE*
Adianta contar que o Brasil, sob Lula da Silva, retirou, no miúdo prazo de dois anos, cerca de dez milhões de pessoas da sub-marca da pobreza?
Com sinceridade, adianta dizer que, nesse momento, está ocorrendo, justamente na educação brasileira, das maiores inversões em salários, empregos e infraestrutura de todo o Ocidente?
Contar, mostrar, indicar números e gráficos acerca da larga ampliação do nosso mercado internacional, adianta? E todo o criativo e fecundo esforço nacional, muito bem programado e sistematizado por ativar, manter e ampliar nosso mercado comum, o MercoSul, importa?
Garantir centro para os hermanos do Cone Sul, faz diferença? Dialogar identidades, interfaces e pontos em comum para a aproximação social, cultural e econômica de nossos povos, faz sentido?
Eu digo que SIM !
Enquanto o Brasil vai retomando posições, locais e estratégias por se reapresentar na “grande política” global, a oposição, em seu vale tudo de destruição e sabotagem do país não tem ou demonstra qualquer fiapo de escrúpulo ou medida.
Esse cancro odiento, purulento e absolutamente irracional vai e singra desde denúncias vazias e vexatórias na senatoria dos Estados Unidos, passando por declarações discursivas no parlamento europeu eivadas de incongruências, disparates e alucinações até às súplicas mais nonsense que se possa conceber e dirigidas, destinadas ao recém eleito governo de Donald Trump onde bolsonaristas de todos os naipes e coturnos pedem – pedem mesmo! – sanções, restrições e punições ao Brasil.
São medidas, reparem bem, que vão da subclassificação do Brasil à condição de “ditadura”; ainda que a imprensa seja livre ( livre, inclusive, para mentir! ); os tribunais funcionem perfeitamente bem; o ministério público atue em total autonomia e desenvoltura; os movimentos sociais e populares operem plenos, inclusive, tomando praças e ruas e; as universidades estejam íntegras, efusivas, quentes, vibrantes e com toda a sua galáxia de diversidades.
Pois sim…
Desse cenário penoso e desabonador até a proposição traidora da elevação de taxas e impostos alfandegários e aduaneiros das commodities brasileiras, o que, segundo o jargão dos economistas, retira toda a vantagem competitiva de itens e produtos nacionais.
Essa é a oposição expressa e revelada nessa legislatura e que, sem sombra ou liame de dúvidas, é a pior, mais nociva e deletéria de toda a história do Congresso Nacional.
Pois sim…
No começo desse ensaio, indagava: “Adianta?”; querem saber!? Adianta e muito… Estamos a tratar de nosso país, de interesses nacionais, da nossa população e da ampla vida nacional.
Do outro lado, está um errático, atrasado e reacionário esforço por fragmentar, enfraquecer e inviabilizar o país e a vida de todos os trabalhadores.
Adianta!
Ora, uma grave crise internacional se amplia, se agiganta o que, por sinal, eleva o valor do dólar por todo o mundo e não somente no Brasil e a luta contra o retrocesso, o ódio e o fascismo, não tem jeito, é dever de toda a civilização do Brasil.
Adianta!
* Angelo Cavalcante é Economista, professor da Universidade Estadual de Goiás (UEG), Itumbiara.
Foto de capa: Reprodução/freepik
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