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Antes de sair, Bolsonaro envia diretor da PF a Espanha e demite Vasques da PRF

Antes de sair, Bolsonaro envia diretor da PF a Espanha e demite Vasques da PRF

Politica por RED
20/12/2022 17:40
Antes de sair, Bolsonaro envia diretor da PF a Espanha e demite Vasques da PRF

Jair Bolsonaro exonera servidores e indicações polêmicas e os destina a um novo posto, longe dos holofotes nacionais

A 10 dias do fim de seu mandato, Jair Bolsonaro exonera servidores e indicações polêmicas e os destina a um novo posto, longe dos holofotes nacionais. É o caso do diretor-geral da Polícia Federal, Márcio Nunes de Oliveira, enviado para um cargo em Madri, na Espanha. O diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, também foi exonerado, mas ainda não se sabe o seu destino.

Com a reestruturação da Polícia Federal pelo governo eleito Lula, com novo comando e trocas de nomeações em postos-chave, o aliado de Bolsonaro, Márcio Nunes, foi remetido à Espanha, no cargo de adido Policial da Embaixada do Brasil, em Madri.

Nunes já foi secretário-executivo do Ministério da Justiça e assumiu o comando da PF em fevereiro deste ano. Em caráter de “missão diplomática”, ele ficará no país por 3 anos, caso Lula não nomeie outra pessoa ao posto.

A indicação foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira (20):

Ainda, antes de sair do comando da PF, Márcio Nunes de Oliveira já dispensou diversos delegados e designou outros, modificando parte da composição das chefias das Polícias Federais nos estados e de diretorias do órgão.

A medida foi feita nas PFs do Piauí e de Santa Maria (RS), na Diretoria de Inteligência Policial, na Diretoria de Tecnologia e na Divisão de Ensino da Academia Nacional de Polícia.

Outro remanejamento que chamou a atenção foi do diretor da PRF, Silvinei Vasques, que está sendo investigado por omissão durante os protestos contra a vitória de Lula nas eleições 2022 e pela Operação da Polícia Rodoviária no dia 30 de outubro, dia de votação, quando centenas de veículos foram paralisados para abordagem policial em rodovias de estados do Nordeste, o que impediu ou prejudicou a votação de eleitores da região.

Vasques é réu por improbidade administrativa e alvo de um pedido de afastamento de seu cargo pelo Ministério Público Federal (MPF). Ainda, durante as investigações, o diretor-geral teria saído de férias e teria solicitado que o órgão financiasse um curso no exterior, em dois países.

Com a polêmica, o ministro da Justiça Ciro Nogueira “dispensou” o diretor-geral do cargo, em portaria que foi publicada no DOU desta segunda (19):

Não se sabe se Vasques seria remanejado para outro posto, a exemplo do diretor da PF. Antes de ser demitido, ele também renomeou e modificou boa parte dos quadros da PRF em diversos locais, como no Pará, na Superintendência-Executiva da Universidade da PRF, na Divisão de Regulamentação Interna e na chefia do Serviço de Comando de Operações Especializadas Norte.

 

Matéria publicada originalmente em GGN.

Foto – Valter Campanato/Agência Brasil

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