Da Redação*
A Polícia Civil de São Paulo realizou nesta terça-feira (9) uma operação contra uma organização suspeita de aplicar fraudes em transações realizadas no Mercado Livre. Segundo os investigadores, o esquema provocou prejuízo de pelo menos R$ 263 mil à plataforma de comércio eletrônico.
Dos oito mandados de prisão expedidos pela Justiça, cinco foram cumpridos. Entre os investigados estão dois pastores apontados como líderes do grupo, que estariam atualmente na Espanha. Um terceiro suspeito foi localizado nos Estados Unidos. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados.
Como funcionava a fraude
De acordo com a investigação conduzida pela 3ª Delegacia da Divisão de Investigações sobre Crimes Cibernéticos (DCCiber), vinculada ao Deic, os suspeitos simulavam vendas de produtos inexistentes dentro da plataforma.
Os organizadores criavam anúncios ou links de pagamento e os encaminhavam a integrantes do próprio grupo. As compras eram realizadas com cartões de crédito e, após a confirmação da transação, os valores eram liberados aos vendedores. O dinheiro era então transferido rapidamente para contas ligadas aos investigados.
Na etapa seguinte, os compradores contestavam as cobranças junto às administradoras dos cartões. Com a aprovação do estorno, os recursos deixavam de ser repassados à plataforma, enquanto os valores já haviam sido retirados pelos integrantes do esquema.
Segundo o delegado João Carlos Miguel Hueb, responsável pelo caso, comprador e vendedor atuavam de forma coordenada para enganar o sistema. A fraude ocorreu em dezembro de 2024 e, até o momento, não foram encontrados indícios de que o grupo tenha mantido a prática desde então.
Empresa colaborou com a investigação
Em nota, o Mercado Livre informou que a investigação teve origem em uma denúncia apresentada pela própria empresa após a identificação de movimentações consideradas suspeitas. A companhia afirmou que nenhum comprador ou vendedor foi prejudicado e que os prejuízos financeiros foram absorvidos pela plataforma.
A empresa também destacou que mantém equipes especializadas no combate a fraudes e utiliza sistemas de inteligência artificial para monitorar operações realizadas por usuários.
Além das prisões, a Justiça autorizou o cumprimento de 15 mandados de busca e apreensão em endereços localizados na capital paulista, em Guarulhos e em São Caetano do Sul. O inquérito apura os crimes de estelionato e associação criminosa.
* Redator: Solon Saldanha
Ilustração criada pela redação com o uso de IA





Respostas de 2
Onde estão os nomes dos suspeitos?
Não foram divulgados pelas autoridades, até o momento. Se forem, a notícia será atualizada.