Por Solon Saldanha*
Em resposta às recentes declarações de Donald Trump sobre uma possível intervenção na ilha, o presidente Miguel Díaz-Canel convocou a comunidade internacional a se posicionar contra o que chamou de ameaças sem precedentes.
O líder cubano, Miguel Díaz-Canel, utilizou suas redes sociais para contestar as afirmações do presidente norte-americano, Donald Trump, que sugeriu a possibilidade de “assumir” o controle de Cuba após o encerramento das tensões com o Irã. Díaz-Canel enfatizou que o país não se renderá a agressões externas e que a população está mobilizada para defender a independência do território nacional.
A reação ocorre após um evento na Flórida, onde Trump mencionou que o posicionamento de forças militares próximo à costa cubana seria suficiente para provocar uma rendição imediata. Para o mandatário da ilha, tal postura eleva a tensão bilateral a um patamar perigoso e atende apenas aos interesses de grupos econômicos específicos interessados em vingança e dominação.
Endurecimento de sanções e crise econômica
Além da retórica de confronto, a Casa Branca oficializou um novo pacote de sanções financeiras e restrições migratórias contra Havana. As medidas visam atingir bancos estrangeiros que mantêm operações com o governo cubano, intensificando o cerco econômico que já enfrenta um bloqueio petrolífero e o embargo comercial vigente há décadas.
Trump justificou as ações alegando que Cuba permanece sendo uma ameaça extraordinária à segurança nacional dos Estados Unidos. Em contrapartida, durante as celebrações do Dia Internacional do Trabalhador, marcadas por manifestações em frente à embaixada americana, Díaz-Canel classificou as medidas como “coercitivas e genocidas”, apontando que o endurecimento das políticas de Washington busca asfixiar a economia local em um momento de fragilidade.
* Solon Saldanha, jornalista e escritor
Foto: Miguel Díaz-Canel. Crédito: reprodução Pátria Latina





Uma resposta
A esquerda latinoamericana e os movimentos progresistas , devemos sair em defesa de Cuba, símbolo da resistência anti imperialista. Devemos isso, como resposta solidária às ações humanistas do povo cubano.