O Governo do ditador pedófilo e racista dos EUA anunciou o endurecimento de medidas e passou a pressionar os países que forneçam petróleo a Cuba. Com isso, a situação energética da ilha ficou muito mais difícil. Hoje não existe um único país capaz de substituir sozinho o abastecimento perdido; o que há é uma combinação de apoios pontuais, negociações e tentativas de ajuda, muitas vezes limitadas pelo risco de sanções por parte dos EUA.
Com base nas informações disponíveis até fevereiro de 2026, a Rússia aparece como o principal país disposto a compensar parcialmente a falta de combustível. Há relatos de preparação para envio de petróleo bruto e combustíveis a Cuba como ajuda, em meio à crise energética. Moscou confirmou contatos com Havana, embora evite anunciar detalhes para não ampliar tensões com Washington.
Historicamente, a Rússia já fornecia cerca de 10% do petróleo importado por Cuba antes da crise atual. Em 2025, o México chegou a ser o maior fornecedor de petróleo a Cuba, respondendo por cerca de 44% das importações.
Após ameaças de tarifas e sanções dos EUA, os envios ficaram incertos ou reduzidos. O governo mexicano declarou que busca canais diplomáticos para manter ajuda, mas sem comprometer sua economia. Navios mexicanos têm levado ajuda humanitária, embora não necessariamente petróleo. A Argélia aparece ocasionalmente como fornecedor secundário. Alguns países discutem ajuda humanitária ou negociações energéticas, mas sem envios significativos confirmados.
O próprio governo cubano tenta comprar petróleo no mercado internacional, mas enfrenta dificuldades financeiras e logísticas devido às sanções e ao risco para transportadoras.
Em suma, os países que ajudam ou tentam ajudar Cuba hoje são a Rússia – o primeiro na lista de apoio – e o México, que já foi o principal fornecedor recente, mas está hoje sob forte pressão dos EUA. A Argélia não conta, teve uma participação pequena e ocasional.
Até agora, não tive notícias de ajuda por parte do Governo Brasileiro. Alguns canais não oficiais de ajuda recolhem pequenas contribuições individuais em dinheiro que aliviam a consciência do doador, mas não resolvem. O problema de Cuba com o boicote americano é uma questão de Estado a ser resolvida no plano macro da diplomacia ou do enfrentamento.
A questão central é que a política dos EUA não bloqueia apenas Cuba diretamente, mas desestimula terceiros países, pois qualquer fornecedor pode sofrer sanções ou tarifas. Isso explica por que a crise energética cubana se agravou rapidamente em 2026.
Cuba não tem recursos naturais para a produção de energia, depende do petróleo importado. Trump quer sufocar e destruir Cuba. Mais cedo ou mais tarde o Brasil vai ter que se pronunciar e tomar medidas concretas. Ignorar e adotar uma política de avestruz seria fazer o jogo da direita. Não creio que isso vá acontecer.
Foto de capa: IA





