Por JOSÉ LUIS OREIRO*
Prezado Fernando Nogueira da Costa, li com a atenção que sua trajetória exige o seu recente artigo publicado no portal da Rede Estação Democracia, intitulado “Pós-keynesianos e Escola de Campinas versus mainstream ou Faria Lima”.1 Devo dizer, logo de início, que sua capacidade de síntese e sua didática continuam admiráveis. No entanto, ao terminar a leitura, fui tomado por uma mistura de perplexidade e, admito, uma certa dose daquela ironia que costumo dedicar aos economistas liberais brasileiros quando tentam enquadrar a realidade brasileira em modelos de “tamanho único”.
Sua narrativa constrói uma dicotomia binária que, embora elegante para um “debate público didático” 1, carece de sustentação fática na história recente do pensamento econômico brasileiro. Você nos apresenta um “espantalho” — para usar uma expressão que meus oponentes em debates internacionais conhecem bem — no qual o pós-keynesianismo é reduzido a uma vertente “anglo-saxã”, preocupada apenas com incerteza radical e moeda endógena em contextos de economias maduras, enquanto a Escola de Campinas seria o único reduto da historicidade, do estruturalismo e da análise da periferia.1
Esta visão, meu caro Fernando, é uma simplificação que beira a ficção. Ela ignora solenemente a existência de uma robusta vertente brasileira do pós-keynesianismo que, há décadas, trata exaustivamente de temas como estrutura produtiva, dependência externa e heterogeneidade social.2 Mais do que isso, ignora que essa mesma vertente foi capaz de evoluir, superando o ensaísmo muitas vezes paralisante de Campinas, para fundar um novo campo do conhecimento: a Macroeconomia Estruturalista do Desenvolvimento (MED).5
O Espantalho do Pós-Keynesianismo “Anglo-Saxão” e a Realidade Brasileira
Em sua tentativa de demarcar território, você afirma que a diferença central entre Campinas e os pós-keynesianos está no “grau de historicidade, estruturalismo e periferia”.1 É curioso que você faça tal afirmação esquecendo-se da produção de gigantes como Fernando Cardim de Carvalho. Cardim não era um “anglo-saxão” perdido no Rio de Janeiro; ele foi o arquiteto de uma interpretação original de Keynes que colocava a moeda e a incerteza no centro da análise de economias periféricas e instáveis.2
Para os pós-keynesianos brasileiros, a macroeconomia sempre foi “historicamente situada”.3 Quando discutimos a Teoria da Preferência pela Liquidez, não o fazemos no vácuo. Luiz Fernando de Paula e Fernando Ferrari Filho, para citar apenas dois expoentes, têm mostrado consistentemente como a posição periférica no sistema monetário internacional impõe restrições severas à autonomia de política econômica.2 A “hierarquia de moedas”, tema central em nossos escritos, é a tradução analítica moderna da antiga “dependência externa” que Campinas prefere tratar de forma quase poética ou sociológica.3
Abaixo, apresento um quadro comparativo que desconstroi a sua visão de que o pós-keynesianismo brasileiro ignora as particularidades do subdesenvolvimento:
| Tema Analítico | Abordagem Pós-Keynesiana Brasileira (PKB) | Suposição da “Escola de Campinas” sobre PKB |
| Historicidade | Modelos situados em contextos de inflação, crise e instabilidade institucional.3 | Abstração teórica “anglo-saxã”.1 |
| Dependência Externa | Analisada via Hierarquia de Moedas e Acúmulo de Reservas Defensivas.2 | Ignorada em favor de modelos de economia fechada. |
| Estrutura Produtiva | Centralidade na desindustrialização e complexidade tecnológica.6 | Ausente na análise puramente monetária. |
| Papel do Estado | Indutor do investimento e regulador do sistema financeiro periférico.2 | Foco exclusivo em políticas de demanda de curto prazo. |
Como se nota, os temas que você reclama para Campinas são o pão cotidiano da vertente brasileira do pós-keynesianismo há mais de trinta anos. A diferença, Fernando, não reside nos temas, mas no método e no rigor. Enquanto Campinas muitas vezes se contenta em descrever a história, nós buscamos entender as leis de movimento dessa história através de modelos que tenham consistência lógica e relevância empírica.7
A Macroeconomia Estruturalista do Desenvolvimento: A Ciência Além da Narrativa
Sua tentativa de isolar a Escola de Campinas como o único campo da heterodoxia capaz de criticar o mainstream e a Faria Lima ignora o surgimento da Macroeconomia Estruturalista do Desenvolvimento (MED). Esta não é apenas uma “sub-variante” do pós-keynesianismo; é uma síntese ambiciosa que integra a macroeconomia de demanda de Keynes e Kalecki com o estruturalismo clássico de Prebisch e a economia do desenvolvimento de Lewis.6
Diferente do que você sugere, a MED não ignora a “periferia”; ela a coloca no centro de um modelo matemático de crescimento com restrição externa. No Grupo de Pesquisa em Macroeconomia Estruturalista do Desenvolvimento (SDMRG), do qual sou um dos coordenadores, tratamos a “sofisticação produtiva” e a “doença holandesa” como variáveis endógenas fundamentais.11 Não nos limitamos a dizer que o Brasil é periférico; nós mostramos como a sobrevalorização crônica da taxa de câmbio atua como um mecanismo de transferência de renda que estrangula a indústria e perpetua o subdesenvolvimento.6
Os princípios da MED, que detalhei em obras como “Macroeconomia do Desenvolvimento: uma perspectiva Keynesiana” (2016), são baseados em uma ontologia de produção monetária, onde a firma busca o lucro em termos de riqueza geral, não de utilidade específica.5 Este arcabouço nos permite criticar a Faria Lima e o mainstream não com palavras de ordem, mas com demonstrações de que o equilíbrio do balanço de pagamentos e a competitividade industrial são os verdadeiros pilares da estabilidade de longo prazo, algo que o “tripé macroeconômico” ignora solenemente.16
O Mito da Existência de uma “Escola de Campinas” no Século XXI
Fernando, permita-me uma ironia fina: para alguém que valoriza tanto a história, você parece ignorar a história presente da produção científica. Se formos analisar a existência de uma “escola” pela sua produção acadêmica em revistas de alto impacto, o que sobra de Campinas hoje, além de uma memória nostálgica dos anos 70 e 80?
A produção científica dos autores que você identifica como expoentes de Campinas — nomes como Belluzzo ou Ricardo Carneiro — é, para ser generoso, escassa em termos de artigos indexados em bases internacionais de prestígio.18 Enquanto isso, a vertente pós-keynesiana brasileira e os pesquisadores da MED ocupam o topo dos rankings de produtividade. No RePEc, por exemplo, figuramos consistentemente entre os 10% mais produtivos do país.18
Será que podemos realmente falar de uma “Escola de Campinas” quando seus principais nomes preferem escrever para blogs e jornais em vez de submeter suas ideias ao crivo dos pares em revistas como o Cambridge Journal of Economics ou o Journal of Post Keynesian Economics?.1 A ciência econômica moderna exige mais do que narrativas; exige dados, modelos e debate internacional.
Abaixo, apresento um comparativo da inserção científica:
| Indicador de Relevância | Pós-Keynesianismo Brasileiro / MED | Escola de Campinas (Fase Atual) |
| Presença no Top 10% RePEc | Frequente (Oreiro, Paula, etc.).18 | Inexistente para os nomes citados. |
| Revistas de Alto Impacto (Q1/Q2) | Publicações constantes em veículos internacionais.10 | Produção quase nula nesse estrato. |
| Associações Científicas | Liderança e fundação da AKB.8 | Influência restrita a núcleos específicos. |
| Debate Internacional | Diálogo e polêmica com autores como Lavoie e Palley.9 | Ausente das grandes controvérsias teóricas mundiais. |
É fundamental notar que a tese de Nathalie Tellez Marins, defendida na própria Unicamp, recebeu menção honrosa da Associação Keynesiana Brasileira (AKB) justamente por propor uma nova abordagem pós-keynesiana para economias emergentes.21 Isso mostra que até mesmo os melhores talentos de Campinas hoje buscam no pós-keynesianismo o rigor que a “tradição campineira” parece ter perdido.
O Esforço Pedagógico: Manuais versus Ensaísmo
Você menciona o seu esforço em disponibilizar suas “Obras (Quase) Completas” em um blog.1 Louvável, mas insuficiente para formar uma nova geração de economistas. Onde está o manual de macroeconomia da Escola de Campinas produzido nos últimos 20 anos? O que encontramos são referências aos clássicos de João Manuel Cardoso de Mello ou Wilson Cano de 1975.24 Respeito-os, mas eles não respondem aos desafios da macroeconomia do século XXI.
Em contrapartida, os pós-keynesianos brasileiros e a MED têm feito um esforço hercúleo para divulgar suas ideias através de livros-texto rigorosos. Cito alguns que você parece ter “esquecido” em sua narrativa binária:
- “Macroeconomia da Estagnação Brasileira” (2021), onde Luiz Fernando de Paula e eu analisamos as causas estruturais do baixo crescimento recente.10
- “Macroeconomia Desenvolvimentista” (2016), com Bresser-Pereira e Nelson Marconi, que estabelece as bases de uma nova estratégia de crescimento.6
- “Macroeconomia do Desenvolvimento: uma perspectiva Keynesiana” (2016), que serve como guia teórico para alunos de graduação e pós-graduação em todo o país.7
Essas obras não são apenas “livros de opinião”. Elas apresentam o “fecho” do modelo novo-desenvolvimentista, discutem regimes de crescimento wage-led versus export-led e propõem a neutralização da doença holandesa através de mecanismos fiscais e cambiais específicos.6 Algo comparável pode ser encontrado na produção recente de Campinas? Temo que a resposta seja um retumbante silêncio acadêmico.
A Crítica à Faria Lima: Narrativas versus Modelos
Você afirma que Campinas é o campo capaz de criticar a Faria Lima por entender a historicidade.1 Mas a Faria Lima não se assusta com narrativas históricas. Eles as tratam como “folclore heterodoxo”. O que realmente os incomoda é quando mostramos, com rigor matemático e econométrico, que a política monetária de juros altos não é um imperativo técnico, mas uma escolha política que gera ineficiência econômica e concentração de renda.12
Nossa crítica ao mainstream é técnica. Utilizamos modelos de Vetores Autorregressivos (VAR) para analisar os impactos de choques fiscais no desemprego disfarçado.15 Utilizamos modelos de Consistência Estoque-Fluxo (SFC) para mostrar como a preferência pela liquidez dos bancos privados brasileiros trava o crédito de longo prazo.14 Esta é a verdadeira “Macroeconomia Estruturalista” que você diz que só existe em Campinas. A diferença é que a nossa funciona e pode ser testada.
É irônico, Fernando, que você cite a “Econofísica” estudada por alguns professores do IE-UNICAMP.1 Enquanto vocês se divertem com metáforas da física, nós estamos ocupados construindo a ponte entre a teoria de Keynes e os problemas reais da indústria brasileira. A Faria Lima agradece quando a heterodoxia se perde em “econofísicas” e ignora a dinâmica da taxa de câmbio real e da produtividade.6
Debates Internacionais: A Heterodoxia Brasileira sem Complexo de Vira-Lata
Sua narrativa sugere que somos “parentes próximos” dos anglo-saxões.1 Gostaria de esclarecer que não somos “parentes”, somos interlocutores críticos. Meus debates com Marc Lavoie e Tom Palley no Cambridge Journal of Economics e no Metroeconomica não foram exercícios de concordância.9 Pelo contrário, critiquei duramente a Teoria do Supermultiplicador Sraffiano por sua fragilidade na determinação da taxa normal de utilização da capacidade produtiva e por sua incompreensão da função investimento keynesiana.20
Essa inserção internacional mostra que o pós-keynesianismo brasileiro não é um importador de ideias, mas um exportador de críticas e modelos originais. Estamos discutindo a “estagnação secular” e as “crises em economias emergentes” nos principais fóruns mundiais, muitas vezes em parceria com acadêmicos europeus e americanos que reconhecem o valor da nossa abordagem “keynesiano-estruturalista”.26 Onde estava a “Escola de Campinas” nesses debates? Talvez ocupada demais com sua própria ontologia para notar que o mundo estava mudando.
A “Miséria da Heterodoxia” e a Necessidade de Rigor
Em um texto recente, assinado por membros do SDMRG, intitulado “A miséria da heterodoxia: o universo paralelo dos críticos novo-desenvolvimentismo” (A miséria da heterodoxia: o universo paralelo dos críticos do Novo-Desenvolvimentismo (com pós-escrito) | José Luis Oreiro), rebatemos ataques coordenados de “economistas pop” nas redes sociais. Esses ataques frequentemente confundem o novo-desenvolvimentismo com o neoliberalismo, demonstrando uma ignorância profunda sobre os fundamentos macroeconômicos.12
Sua tentativa de criar uma divisão entre pós-keynesianos e Campinas, Fernando, flerta com essa mesma “miséria”. Ao tentar isolar Campinas como a única heterodoxia “autêntica” e “histórica”, você enfraquece o campo progressista. A verdadeira heterodoxia é aquela que é capaz de enfrentar o mainstream no seu próprio terreno — o da ciência rigorosa — sem perder de vista o objetivo final: o desenvolvimento do Brasil.
O Grupo de Pesquisa em Macroeconomia Estruturalista do Desenvolvimento tem se dedicado a analisar a desindustrialização precoce e a necessidade de reindustrialização com base em evidências empíricas.11 Discutimos como o conhecimento técnico e científico está “embutido nas pessoas, nas máquinas e na capacidade de conexão social”.15 Isso é estruturalismo levado a sério.
Conclusão: Um Convite ao Debate Científico
Prezado Fernando, este texto é uma réplica necessária a uma narrativa que considero equivocada e injusta com décadas de trabalho de muitos colegas. O pós-keynesianismo brasileiro não é um espantalho anglo-saxão; é uma vertente vibrante, cientificamente produtiva e profundamente comprometida com o Brasil.2
Não precisamos de mais divisões binárias baseadas em memórias de um passado glorioso. Precisamos de mais ciência, mais manuais e mais impacto internacional. Se a Escola de Campinas ainda existe como uma força intelectual capaz de influenciar o futuro, ela deve provar isso através da produção científica, e não apenas através de quadros sinópticos em portais de notícias.
Minha crítica, embora assertiva e recheada de ironia, é um convite. Que possamos debater não o que as escolas “dizem ser”, mas o que elas “efetivamente produzem”. Como já adverti em outras ocasiões, citando o imortal Nelson Rodrigues, “não se deve gastar vela boa com defunto ruim”.12 Prefiro gastar minha vela iluminando os caminhos da Macroeconomia Estruturalista do Desenvolvimento, onde a teoria de Keynes encontra a realidade da periferia com o rigor que o nosso país merece.
Espero encontrá-lo em breve em algum seminário para continuarmos este debate, de preferência com base em artigos publicados em revistas de alto impacto e manuais que as novas gerações possam realmente ler.
Com o respeito de sempre e a firmeza necessária,
Referências citadas
- Pós keynesianos e Escola de Campinas versus mainstream ou …, acessado em fevereiro 10, 2026, https://red.org.br/noticias/pos-keynesianos-e-escola-de-campinas-versus-mainstream-ou-faria-lima/
- Keynes at the periphery: Currency hierarchy and challenges for economic policy in emerging economies | Request PDF – ResearchGate, acessado em fevereiro 10, 2026, https://www.researchgate.net/publication/317133375_Keynes_at_the_periphery_Currency_hierarchy_and_challenges_for_economic_policy_in_emerging_economies
- Fernando Ferrari Filho e Fábio Henrique Bittes Terra (orgs.), Keynes: Ensaios sobre os 80 anos da Teoria Geral, Editora Tomo, 2, acessado em fevereiro 10, 2026, https://bkr.emnuvens.com.br/BKR/article/download/95/70
- Sociedade e Economia: estratégias de crescimento e desenvolvimento – repositorio ipea, acessado em fevereiro 10, 2026, https://repositorio.ipea.gov.br/bitstreams/abbfc205-252e-43c8-8d0e-d7d448027bab/download
- Projeto de Pesquisa – José Luis Oreiro, acessado em fevereiro 10, 2026, http://joseluisoreiro.com.br/site/link/0c7552d31298bc73c6b974cd60e70184e757aca2.pdf
- PROGRAMA DA DISCIPLINA DE MACROECONOMIA DO DESENVOLVIMENTO – José Luis Oreiro, acessado em fevereiro 10, 2026, http://joseluisoreiro.com.br/site/link/d6bb7d41f5193dcb4caa4c4b6dafeef995675b8e.pdf
- 1. OBJETIVO: A disciplina de macroeconomia estruturalista do desenvolvimento – PPGECO, acessado em fevereiro 10, 2026, https://ppgeco.unb.br/wp-content/uploads/2022/06/Oreiro.pdf
- Keynes e o Brasil, acessado em fevereiro 10, 2026, https://www.eco.unicamp.br/images/arquivos/artigos/670/Economia%20e%20Sociedade%20Especial%20Artigo%202.pdf
- The Road for Full Professor: The Academic Contributions of José …, acessado em fevereiro 10, 2026, https://jlcoreiro.wordpress.com/2025/06/03/the-road-for-full-professor-the-academic-contributions-of-jose-luis-oreiro-1997-2025/
- assimetria monetária internacional e policy – Luiz Fernando de Paula, acessado em fevereiro 10, 2026, http://www.luizfernandodepaula.com.br/ups/projeto-cnpq-2019-21-lfdepaula.pdf
- The Structuralist Development Macroeconomics Research Group (SDMRG): Research, Dissemination, and Impact on Heterodox Economics (2020-2025) | José Luis Oreiro, acessado em fevereiro 10, 2026, https://jlcoreiro.wordpress.com/2025/04/30/the-structuralist-development-macroeconomics-research-group-sdmrg-research-dissemination-and-impact-on-heterodox-economics-2020-2025/
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- Macroeconomia Estruturalista do Desenvolvimento | Bem vindo ao blog do grupo de pesquisa de “Macroeconomia Estruturalista do Desenvolvimento”, acessado em fevereiro 10, 2026, https://macrododesenvolvimento.wordpress.com/
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- Macroeconomia estruturalista do desenvolvimento – José Luis Oreiro, acessado em fevereiro 10, 2026, https://jlcoreiro.wordpress.com/category/macroeconomia-estruturalista-do-desenvolvimento/
- Credit, Money and Crises in Post-Keynesian Economics 9781786439550, 1786439557, acessado em fevereiro 10, 2026, https://dokumen.pub/credit-money-and-crises-in-post-keynesian-economics-9781786439550-1786439557.html
- Emerging Economies and the Global Financial System: Post-Keynesian Analysis – DOKUMEN.PUB, acessado em fevereiro 10, 2026, https://dokumen.pub/emerging-economies-and-the-global-financial-system-post-keynesian-analysis.html
Publicado originalmente em Jlcoreiro.
*José Luis Oreiro é Professor do Departamento de Economia da Universidade de Brasília (UnB) e pesquisador nível I do CNPq..18
Foto de capa: Reprodução




