Por SILVANA CONTI*
A América Latina acordou hoje sob mais um ataque direto à sua soberania.
O imperialismo estadunidense, em sua face mais violenta e decadente, voltou a agir contra o povo venezuelano.
O sequestro de Nicolás Maduro e de sua esposa não é um fato isolado: é parte de uma estratégia histórica de dominação, coerção e saque.
Não se trata de defesa da democracia. Nunca foi.
Trata-se de petróleo, de terras raras, de controle geopolítico sobre uma região estratégica do mundo.
Trata-se de manter, à força, um modelo econômico em crise profunda.
Trata-se de impor, pela violência, aquilo que já não conseguem garantir pelo consenso.
Trump faz guerras para manter o poder.
Para alimentar o complexo industrial-militar.
Para garantir os lucros das grandes corporações de energia, mineração e finanças.
A Venezuela é alvo porque ousa ser soberana.
Porque ousa controlar suas próprias riquezas.
Porque ousa decidir seu próprio caminho.
O ataque à Venezuela é um ataque a toda a América Latina.
Nenhum país que escolhe a autodeterminação está fora do radar do imperialismo.
Por isso, a solidariedade internacionalista do Brasil é urgente.
Não aceitaremos intervenções.
Não aceitaremos sequestros, sanções, bloqueios econômicos nem guerras híbridas.
A América Latina não é quintal.
Não é colônia.
Não está à venda.
Seguiremos nas ruas.
Com os povos, com as mulheres, com a classe trabalhadora.
Pela soberania dos povos.
Imperialistas fora.
*Silvana Conti é professora aposentada da RME, Diretora de Formação do SIMPA, Membra do CC – Partido Comunista do Brasil, Direção Nacional da UBM na coordenação LBT, Mestra em Políticas Sociais e Doutoranda da Educação/UERGS.
Foto de capa: IA




