Opinião
Meia Siza
Meia Siza
De ADELI SELL*
Falo aqui de um livro que conta a história de Ignácia & Aramis – mãe e filho na luta pela sobrevivência no pós-abolição. Trata-se da obra de Marieta dos Santos Silveira, resgatando memórias da família.
Este “Silveira”, da autora, vem da família de João Antônio da Silveira, General farrapo escravagista. Era comum a família escravizada ter nome de família “herdado” do senhor escravocrata.
Marieta desenha a trajetória sua e da família de forma lapidar.
Pelo trabalho pesado e constante de Ignácia e Aramis conseguiram criar e cuidar da família.
Marieta que é professora nos ensina que o aprendizado maior da família sempre foi a solidariedade.
Um livro a ser lido e repassado.
Lido, repassado e mote para conversas para uma sociedade que apaga a sua História. Uma sociedade que apaga que os líderes farrapos tinham escravos, tidos, contam historiadores, como abolicionistas.
O leitor deve estar se perguntando as razões do título “MEIA SIZA”! Era a paga (imposto) para a transação comercial da venda/compra de escravos que ia para os cofres do governo. Claramente falando, era o nosso ICMS.
Ou seja, fica evidente o aspecto mercantil da vida dos escravos.
*Professor, escritor, bacharel em Direito, vereador em Porto Alegre.
Imagem em Pixabay.
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