Datafolha revela eleitor mais apreensivo, decidido a votar e menos disposto a fazer campanha

O levantamento aponta uma combinação de maior disposição para votar com menor envolvimento direto dos eleitores nas campanhas.
Publicado em 6 de setembro de 2026 às 14:30
Editado em 6 de setembro de 2026 às 11:56
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Eleição presidencial de 2026 ilustrada por urna eletrônica, mapa do Brasil e gráficos de pesquisa

Da Redação*

A eleição presidencial de 2026 desperta mais preocupação em quase metade do eleitorado brasileiro na comparação com a disputa de quatro anos atrás. Pesquisa Datafolha mostra que 46% dos entrevistados estão mais apreensivos com o resultado do pleito do que estavam em 2022. Outros 28% mantêm o mesmo nível de preocupação, enquanto 24% dizem estar menos preocupados.

O levantamento ouviu 2.002 eleitores em 125 municípios nos dias 1º e 2 de setembro. Contratada pela TV Globo e pela Folha de S.Paulo, a pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-03669/2026. A margem de erro geral é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

Preocupação varia conforme o candidato

Entre os eleitores que declaram voto em Flávio Bolsonaro (PL), 63% afirmam estar mais preocupados do que em 2022. Considerando a margem de erro de quatro pontos nos recortes por candidato, o percentual está tecnicamente empatado com os registrados entre apoiadores de Renan Santos (Missão), 59%; Ronaldo Caiado (PSD), 56%; Augusto Cury (Avante), 55%; e Romeu Zema (Novo), 52%.

Já entre os eleitores de Lula (PT), 30% relatam preocupação maior. Outros 35% dizem estar tão preocupados quanto em 2022 e 33% afirmam sentir menos apreensão.

Ao mesmo tempo, a pesquisa identifica maior decisão em participar da escolha presidencial. Para 57% dos entrevistados, estão mais decididos a votar do que há quatro anos; 32% se consideram igualmente decididos e 11%, menos decididos. Entre apoiadores de Flávio, 68% dizem estar mais decididos, ante 61% dos eleitores de Lula — diferença que configura empate técnico nesse recorte.

Decisão cresce, mas campanha mobiliza menos

Maior disposição para votar, entretanto, não significa maior envolvimento nas campanhas. Enquanto 45% afirmam estar tão engajados quanto em 2022, 32% dizem participar menos e apenas 18% se consideram mais engajados.

Entre os eleitores não identificados com petismo ou bolsonarismo, 40% afirmam estar mais decididos a votar, praticamente o mesmo percentual dos que se consideram tão decididos quanto em 2022, 41%. Outros 18% dizem estar menos decididos.

Na mesma rodada do Datafolha, Lula aparece com 38% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro registra 33%. Augusto Cury alcança 8%, seguido por Ronaldo Caiado, com 4%, Renan Santos, com 3%, e Romeu Zema, com 2%. Pesquisas eleitorais retratam as preferências declaradas no período em que as entrevistas são realizadas e não constituem previsão do resultado das urnas.


* Redator: Solon Saldanha

Ilustração: Jornal De Fato

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