Fidel Castro teria feito cem anos dia 13 de agosto.
Poucas figuras do século XX foram tão amadas, odiadas, celebradas e combatidas. Durante quase sete décadas, governos dos Estados Unidos tentaram derrotar aquilo que ele ajudou a construir. Vieram invasões, sabotagens, atentados, bloqueio econômico, isolamento diplomático e incontáveis anúncios de que a Revolução Cubana estava a poucos dias de seu fim.
Fidel atravessou politicamente tudo isso. A Revolução atravessou também o desaparecimento da União Soviética, quando muitos decretaram não apenas a morte de Cuba socialista, mas o próprio fim da história.
Mas reduzir Fidel à extraordinária capacidade de resistir seria diminuir sua importância histórica.
Fidel foi revolucionário porque compreendeu que aquilo que parecia impossível podia ser transformado em tarefa política.
Derrubar a ditadura de Fulgencio Batista parecia impossível.
Fazer uma revolução socialista a apenas 145 quilômetros dos Estados Unidos parecia impossível.
Tirar a terra dos latifundiários parecia impossível.
Nacionalizar propriedades do capital estadunidense parecia impossível.
Sobreviver ao cerco de Washington parecia impossível.
Uma pequena ilha caribenha contribuir decisivamente para mudar a correlação de forças contra o apartheid na África parecia impossível.
Imaginar uma América Latina capaz de construir sua própria integração sem pedir autorização aos Estados Unidos parecia impossível.
E aconteceu.
Não porque Fidel fosse um homem dotado de poderes extraordinários. Transformá-lo em um herói solitário seria diminuir justamente aquilo que sua trajetória demonstrou.
Fidel não provou a força de um homem sobre a história. Ajudou a provar a força de um povo quando decide escrever a História.
Antes de provar que era possível vencer, Fidel conheceu a derrota
Em 26 de julho de 1953, o assalto ao Quartel Moncada terminou em derrota militar. Muitos revolucionários foram mortos, a maioria depois de capturados. Fidel foi preso.
Sua história poderia ter terminado ali.
Mas Moncada revelou uma característica que o acompanharia durante toda a vida: a capacidade de compreender uma derrota, retirar dela as lições necessárias, reorganizar forças e voltar à luta.
No julgamento, Fidel não se limitou a defender a própria liberdade. Transformou o tribunal em tribuna política. Em A História me Absolverá, falou de terra, trabalho, moradia, educação e das condições concretas em que vivia o povo cubano.
Não eram abstrações.
Às vésperas da Revolução, 1,5% dos proprietários possuíam mais de 46% das terras cubanas. O capital estadunidense controlava posições importantes em setores estratégicos da economia, como açúcar, eletricidade, telefonia e infraestrutura.
Cuba possuía bandeira, hino e governo próprios, mas sua soberania permanecia limitada por uma estrutura econômica profundamente dependente.
Era essa Cuba que precisava ser transformada.
Depois vieram a prisão, a anistia, o México, o encontro com Che Guevara, o Granma, a Sierra Maestra e a resistência clandestina nas cidades.
Vieram trabalhadores, estudantes e camponeses. Veio uma juventude que começava a descobrir que não precisava aceitar como definitivo o país que havia recebido.
Em 1º de janeiro de 1959, Batista caiu.
Seria fácil transformar tudo isso na história de um grande homem conduzindo seu povo.
Mas a dimensão histórica de Fidel aparece justamente quando milhares e depois milhões de cubanos entram em movimento.
Foi quando o povo cubano começou a tomar em suas mãos o próprio destino que Fidel se tornou Fidel.
Tomar o governo não era suficiente
Toda revolução enfrenta, em algum momento, uma pergunta decisiva:
quem possui o quê?
É relativamente fácil celebrar uma revolução enquanto ela derruba um ditador. A questão muda quando começa a tocar na terra, nos bancos, nas empresas e na propriedade.
Foi exatamente isso que aconteceu em Cuba.
Em 17 de maio de 1959, poucos meses depois da vitória revolucionária, Fidel assinou a Primeira Lei de Reforma Agrária na antiga Comandância Rebelde de La Plata, na Sierra Maestra.
A lei limitou a grande propriedade, atingiu latifúndios nacionais e estrangeiros e beneficiou diretamente mais de 100 mil famílias camponesas.
A Revolução avançaria depois sobre refinarias, bancos, empresas de eletricidade, telefonia, usinas açucareiras e outras propriedades.
O conflito com Washington adquiriu então outra dimensão.
O imperialismo deixa de ser uma abstração quando alguém toca na propriedade.
Em abril de 1961, às vésperas da invasão de Playa Girón, Fidel declarou o caráter socialista da Revolução.
A invasão foi derrotada em menos de 72 horas.
Mas algumas das transformações mais profundas daquele período aconteciam muito longe dos campos de batalha.
Naquele mesmo ano, 100 mil jovens estudantes integraram as Brigadas Conrado Benítez da Campanha Nacional de Alfabetização. Somados alfabetizadores populares, professores, trabalhadores e outros participantes, mais de 300 mil pessoas estiveram envolvidas no esforço educacional.
Ao final da campanha, aproximadamente 707 mil cubanos haviam sido alfabetizados.
Muitos daqueles alfabetizadores eram adolescentes.
Deixaram suas famílias e foram viver com camponeses em regiões que jamais haviam conhecido. Durante o dia compartilhavam o trabalho e as condições de vida das comunidades. À noite, ensinavam.
A juventude cubana não assistiu à construção da nova sociedade da arquibancada.
Foi convocada a construí-la.
Essa juventude esteve na alfabetização, nas universidades, na defesa do país, nas organizações populares e, posteriormente, nas missões internacionalistas.
Uma geração descobriu que participar da política podia significar muito mais do que escolher periodicamente quem governaria.
Podia significar alfabetizar.
Construir escolas.
Organizar comunidades.
Defender o país.
Estudar.
Produzir.
Decidir.
A Revolução começava a modificar não apenas quem governava Cuba, mas para quem o Estado deveria existir e quem deveria participar da construção da nova realidade.
Décadas mais tarde, em 1º de maio de 2000, Fidel definiria revolução como compreender o momento histórico, mudar tudo aquilo que precisasse ser mudado e “emancipar-nos por nós mesmos e com nossos próprios esforços”.
Mais do que uma definição, era a síntese de uma experiência.
Uma ilha pequena demais para tamanho internacionalismo
Há uma dimensão de Fidel que nunca coube nas fronteiras de Cuba.
Para ele, transformar a sociedade cubana não poderia significar indiferença diante da opressão de outros povos.
Essa concepção alcançou uma de suas expressões mais extraordinárias na África.
A partir de 1975, Cuba participou da defesa da independência de Angola diante da invasão sul-africana e das forças apoiadas pelo regime do apartheid. Ao longo dos anos seguintes, centenas de milhares de cubanos passaram pelo país, entre combatentes e colaboradores civis.
Cuito Cuanavale tornou-se um ponto decisivo dessa história.
A mudança da correlação militar na África Austral, os acordos posteriores, a independência da Namíbia e o enfraquecimento regional da África do Sul contribuíram para criar condições cada vez mais desfavoráveis à continuidade do apartheid.
Cuba não conquistou território.
Não anexou minas.
Não transformou Angola em colônia.
Os cubanos mortos voltaram para casa.
Talvez ninguém tenha expressado melhor o significado daquela solidariedade do que Nelson Mandela.
Depois de 27 anos preso, Mandela foi libertado em fevereiro de 1990. Em julho de 1991, ainda antes de se tornar presidente da África do Sul, foi a Cuba.
Fidel o recebeu.
Os dois se encontravam pessoalmente pela primeira vez.
Mandela sabia quem estivera ao lado dos povos africanos quando essa solidariedade custava vidas.
E Fidel sabia quem estava diante dele.
Em seu discurso de 26 de julho daquele ano, apresentou Mandela como símbolo extraordinário de integridade, firmeza e coragem e condenou o apartheid como expressão do colonialismo e do racismo.
Há algo profundamente revelador naquele encontro.
Mandela acabara de passar quase três décadas numa prisão por enfrentar um regime racista. Ao recuperar a liberdade, não aceitou que outros escolhessem por ele quem deveriam ser seus amigos.
Foi abraçar Fidel.
O internacionalismo cubano também assumiria outra forma.
Não eram soldados.
Eram médicos.
Profissionais de saúde, professores, alfabetizadores e técnicos atravessariam continentes levando uma concepção muito diferente daquela que tradicionalmente acompanhava a presença das grandes potências nos países pobres.
A mesma Revolução que enviara combatentes para enfrentar as forças do apartheid enviaria médicos para salvar vidas e professores para ensinar.
Há nisso uma concepção de mundo.
O conhecimento e a capacidade organizada de uma sociedade podem servir não para dominar outros povos, mas para ajudá-los a caminhar com as próprias pernas.
Fidel e a construção de Nossa América
Talvez nenhuma dimensão do legado de Fidel seja tão atual para nós, latino-americanos, quanto sua persistente defesa da unidade continental.
Essa ideia não nasceu com ele.
Vinha de Bolívar.
Vinha de Martí.
Vinha das guerras de independência e de uma longa tradição de homens e mulheres que compreenderam que a emancipação política das antigas colônias permaneceria incompleta enquanto nossos países continuassem economicamente dependentes, politicamente fragmentados e subordinados às grandes potências.
Fidel carregou essa tradição por décadas.
Falou de integração quando a América Latina estava coberta por ditaduras.
Continuou falando quando o neoliberalismo parecia não admitir alternativas.
Defendeu a unidade continental quando Cuba estava isolada de quase todos os governos da região.
Para Fidel, integração nunca poderia significar simplesmente abrir mercados.
A questão era construir força suficiente para que os povos latino-americanos pudessem decidir sobre seus recursos, seu desenvolvimento e seu futuro.
Quando Hugo Chávez chegou ao governo da Venezuela, Fidel encontrou um grande aliado disposto a transformar essa perspectiva em projeto político.
Em dezembro de 2004, sob a liderança de Fidel e Chávez, Cuba e Venezuela lançaram a ALBA.
Não era simplesmente outro acordo comercial.
Enquanto Washington impulsionava a Área de Livre Comércio das Américas, a ALCA, Cuba e Venezuela propunham outra lógica: soberania, complementaridade econômica, cooperação e políticas sociais.
A pergunta deixava de ser apenas:
quanto podemos vender uns aos outros?
E passava a ser:
o que nossos povos precisam uns dos outros?
Dessa concepção surgiram experiências concretas.
Médicos chegaram a comunidades que praticamente não tinham acesso à saúde.
Milhões de pessoas foram atendidas em programas oftalmológicos.
Campanhas de alfabetização atravessaram fronteiras.
Milhares de jovens latino-americanos puderam estudar medicina.
Integração deixava de significar apenas circulação de mercadorias.
Passava a significar também circulação de conhecimento, saúde, educação e direitos.
Em 2005, o projeto da ALCA foi derrotado politicamente.
Depois vieram novas experiências de articulação regional.
Até que, em 2011, nasceu a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos, a CELAC.
Sem Estados Unidos.
Sem Canadá.
América Latina e Caribe discutindo seus próprios caminhos.
Há uma simetria histórica quase perfeita nisso.
Em 1962, Cuba foi excluída da OEA sob pressão de Washington.
Em 2014, representantes dos 33 países da América Latina e do Caribe estavam reunidos em Havana para uma cúpula da CELAC.
A ilha que deveria ter sido isolada recebia o continente.
Não foi obra de Fidel sozinho. Nem de Cuba.
Foram necessárias mudanças políticas em Venezuela, Brasil, Argentina, Bolívia, Equador, Uruguai, Nicarágua e outros países. Foram necessários governos, movimentos populares e décadas de resistência à subordinação continental.
Mas é impossível compreender aquele momento sem Fidel.
Durante décadas em que parecia não existir alternativa à hegemonia dos Estados Unidos, ele ajudou a manter viva uma ideia fundamental:
Nossa América poderia caminhar com as próprias pernas.
Um Fidel que guardo na memória
Há também uma imagem de Fidel que guardo pessoalmente.
Não vem da Sierra Maestra.
Não é Playa Girón.
Não é um discurso de horas na Praça da Revolução.
É uma quadra de basquete.
Em 11 de agosto de 1991, acompanhei pela televisão a histórica final do basquete feminino nos Jogos Pan-Americanos de Havana.
De um lado, Cuba, jogando em casa.
Do outro, uma extraordinária seleção brasileira comandada por Maria Helena Cardoso, com Paula, Hortência, Janeth, Marta Sobral, Ruth, Nádia, Vânia, Simone, Ana Motta, Joyce, Roseli e Adriana.
O Brasil venceu por 97 a 76 e conquistou a medalha de ouro.
Fidel estava no ginásio.
E lembro perfeitamente da cena da premiação.
Depois de ver a seleção de seu país ser derrotada, Fidel desceu para participar da entrega das medalhas às brasileiras.
Brincou com as jogadoras.
Especialmente com Paula e Hortência.
Fingiu que não queria entregar as medalhas às duas. Brincou com as brasileiras que haviam acabado de castigar a seleção cubana em sua própria casa. Paula recordaria anos depois que Fidel chamou ela e Hortência de “bruxas”.
Eu me lembro daquela imagem até hoje.
O homem que havia comandado uma revolução, enfrentado os Estados Unidos, sobrevivido a Playa Girón e enviado cubanos para lutar contra o apartheid estava ali, rindo e brincando com as mulheres que acabavam de derrotar Cuba dentro de Havana.
É um episódio pequeno diante da dimensão de sua vida.
Mas talvez seja justamente por isso que tenha permanecido na minha memória.
Por alguns minutos, não havia o personagem monumental das fotografias e dos livros.
Havia Fidel.
Quando disseram que tudo havia acabado
Era 1991.
Mandela abraçava Fidel em Havana.
Paula e Hortência riam com ele no pódio do Pan-Americano.
Mas o mundo ao redor de Cuba estava desabando.
A União Soviética desapareceria quatro meses depois.
E começaria talvez a mais improvável de todas as provas de que era possível.
Para Cuba, o fim da União Soviética não significava simplesmente perder um aliado político.
Significava perder abruptamente mercados, crédito, combustíveis, fornecedores e grande parte das relações econômicas sobre as quais a ilha havia organizado sua produção.
Entre 1989 e 1993, a economia cubana perdeu aproximadamente um terço de seu produto.
Washington acreditou que finalmente havia chegado a hora.
Não suspendeu o bloqueio.
Apertou-o.
Cuba entrou no Período Especial.
Faltaram combustíveis.
Faltaram alimentos.
Faltaram produtos básicos.
Os apagões tornaram-se parte da vida cotidiana.
O povo cubano sofreu profundamente.
E resistiu.
E construiu a partir dali uma nova Cuba.
Não há motivo para romantizar aquele sofrimento.
Cuba enfrentou contradições e tomou decisões que nem sempre produziram os resultados esperados. Mudanças necessárias, em diferentes momentos, demoraram a acontecer.
Mas também não é possível explicar a realidade cubana apagando da história o bloqueio imposto durante décadas pela maior potência econômica e militar do planeta.
O bloqueio não explica tudo.
Mas nenhuma explicação séria sobre Cuba pode fingir que ele não existe.
Cuba chega ao centenário de Fidel enfrentando novamente enormes dificuldades: crise energética, problemas de abastecimento, inflação, migração, envelhecimento populacional, escassez de divisas e grandes desafios produtivos.
Nada disso precisa ser escondido para reconhecer a importância histórica da Revolução.
Homenagear Fidel não significa afirmar que Cuba resolveu todas as suas contradições.
Significa reconhecer também um fato que seus adversários anunciaram inúmeras vezes que deixaria de existir.
Cuba existe.
A Revolução existe.
O país que deveria cair depois de Playa Girón não caiu.
O país que deveria cair depois da crise dos mísseis não caiu.
O país que deveria desaparecer politicamente junto com a União Soviética não caiu.
E o país que deveria regressar à condição de dependência continuou reivindicando o direito de decidir o próprio destino.
Isso não resolve os problemas do presente.
Mas também não pode ser apagado da história.
O revolucionário que provou que era possível
Fidel morreu em 25 de novembro de 2016.
Não chegou aos cem anos que completaria, hoje, neste 13 de agosto.
Talvez seja justamente agora, quando já não está fisicamente presente, que possamos olhar para sua trajetória sem transformá-lo em santo, demônio ou peça de museu.
Fidel foi um homem de seu tempo.
Tomou decisões certas e erradas.
Dirigiu uma experiência revolucionária real, construída por homens e mulheres reais, submetida às contradições e aos limites de qualquer processo histórico concreto.
Mas há algo em Fidel que permanece profundamente incômodo.
Ele recusou a ideia de que a história estivesse reservada aos poderosos.
Fidel não provou que um homem sozinho pode mudar a história. Provou algo muito mais perigoso: que um povo organizado e em movimento pode transformar sua própria realidade e o mundo que o cerca.
E talvez seja por isso que, cem anos depois de seu nascimento, ainda seja necessário atacá-lo, reduzi-lo, caricaturá-lo ou transformá-lo numa lembrança inofensiva do século XX.
Porque Fidel pertence a uma tradição política que insiste em lembrar aos explorados que a história não terminou.
Os trabalhadores podem tomar o poder.
Os camponeses podem tomar a terra.
Um povo pode alfabetizar outro povo.
Uma juventude pode deixar de ser espectadora e assumir responsabilidades na construção de seu país.
Médicos podem atravessar oceanos em vez de exércitos de ocupação.
Uma pequena ilha pode enfrentar um império.
Povos considerados periféricos podem interferir no destino do mundo.
Nenhum processo revolucionário real cabe na pureza confortável dos livros.
Mas a grande heresia de Fidel permanece.
Ele participou de uma Revolução que provou que era possível.
Talvez seja essa a melhor maneira de homenageá-lo cem anos depois.
Não transformá-lo numa estátua.
Não procurar outro Fidel.
Não esperar que algum homem extraordinário venha nos salvar.
Mas compreender aquilo que sua própria trajetória demonstrou.
Organização. Consciência. Participação. Luta. Soberania. Internacionalismo. Poder popular.
Porque há quem precise convencer os trabalhadores de que podem trocar governos, mas nunca disputar o poder.
Que podem reclamar salários, mas nunca questionar quem possui a terra, as fábricas, os bancos e os meios de produção.
Que podem votar de tempos em tempos, mas jamais decidir coletivamente o que produzir, como produzir, para quem produzir e que sociedade desejam construir.
Que podem protestar contra as consequências, desde que jamais coloquem em questão as causas.
Fidel passou a vida inteira dizendo, e sobretudo tentando demonstrar, o contrário.
Talvez por isso tenha despertado tanto amor.
E tanto ódio.
A maior homenagem a Fidel não é repetir suas palavras.
É compreender sua lição.
O impossível não deixa de ser impossível porque um grande homem aparece.
Deixa de ser impossível quando um povo se organiza, entra em movimento, toma consciência de sua própria força e decide transformar aquilo que lhe disseram que jamais poderia ser transformado.
Fidel compreendeu isso.
Dedicou sua vida a isso.
E ajudou um povo a provar que era possível.
Foto de capa: Arquivo/Agência Brasil


