Da Redação*
O pré-candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) afirmou nesta segunda-feira (22), durante encontro promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília, que pretende condicionar a permanência de homens no Bolsa Família à conclusão dos estudos e à realização de cursos profissionalizantes. Segundo ele, a medida não seria aplicada às mulheres, por considerar que elas desempenham responsabilidades diferentes dentro da estrutura familiar.
Ao defender mudanças em programas sociais e no mercado de trabalho, o ex-governador de Minas Gerais afirmou que a proposta busca ampliar a qualificação profissional e aumentar a participação masculina no mercado formal. As declarações foram feitas diante de uma plateia formada por empresários e representantes da indústria.
Críticas a programas sociais e à legislação trabalhista
Durante a palestra, Zema voltou a defender reformas administrativa e previdenciária, além de alterações nas regras trabalhistas. Ele afirmou que empresas enfrentam dificuldades para preencher vagas e associou parte desse cenário à forma como os programas de transferência de renda são estruturados atualmente.
O pré-candidato também reiterou sua defesa de modelos de contratação mais flexíveis, incluindo formas de remuneração baseadas em horas efetivamente trabalhadas. Na mesma linha, criticou propostas voltadas à redução da jornada de trabalho e ao fim da escala 6×1, argumentando que ganhos salariais dependem principalmente do aumento da produtividade.
As declarações sobre o Bolsa Família contrastam com estudos recentes. Pesquisa da Fundação Getulio Vargas (FGV) divulgada no fim do ano passado apontou que a maioria dos jovens beneficiários deixa o programa ao atingir a vida adulta. Já o Fundo Monetário Internacional (FMI) informou neste ano não ter identificado redução sistemática da participação feminina no mercado de trabalho em razão do benefício.
Privatizações, gastos públicos e disputa à direita
Zema também reafirmou a intenção de ampliar privatizações caso chegue ao Palácio do Planalto. Ao citar empresas estatais mineiras, defendeu a redução da participação do Estado em setores econômicos e afirmou que empresas públicas tendem a ser utilizadas para interesses políticos.
No discurso, o ex-governador voltou a atribuir o nível elevado dos juros aos gastos públicos e direcionou críticas ao governo federal. Segundo ele, o controle das despesas seria condição necessária para a redução das taxas cobradas na economia.
O pré-candidato ainda procurou se diferenciar dos demais nomes que disputam o eleitorado conservador. Sem citar diretamente adversários em vários momentos, afirmou não possuir vínculos com grupos econômicos ou políticos que considera privilegiados e voltou a defender maior rigor no combate a benefícios e privilégios dentro da administração pública.
O evento reuniu também representantes de outros setores econômicos e serviu para a apresentação de propostas elaboradas pela CNI. Entre as sugestões entregues aos presidenciáveis estão mudanças nas regras de reajuste previdenciário, revisão de benefícios trabalhistas, alterações nos pisos constitucionais de saúde e educação e reformulações em programas de assistência social.
* Redator: Solon Saldanha
Foto: Romeu Zema. Crédito: reprodução O Globo


Uma resposta
Alguém tem que dizer para esse sujeito que não adianta se fazer de “bonzinho”, com à velha história da qualificação dos homens, isso que ele propõe é misonigia pura, se fazendo de burro, achando que todos são iguais a ele.