Da Redação*
A tentativa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de fortalecer sua candidatura à Presidência da República sofreu um novo revés. A senadora Tereza Cristina (PP-MS), ex-ministra da Agricultura no governo Jair Bolsonaro, recusou o convite para integrar a chapa como candidata à vice-presidência. A parlamentar informou a dirigentes do PL que sua prioridade política está voltada para a disputa pela presidência do Senado no próximo ano.
A negativa representa mais um obstáculo para a estratégia eleitoral do PL, que busca consolidar alianças com partidos do Centrão e ampliar a presença da candidatura entre segmentos do eleitorado em que o senador apresenta maior dificuldade de penetração, especialmente entre as mulheres.
Busca por alianças segue aberta
A recusa foi comunicada após reunião realizada nesta terça-feira (21) entre Tereza Cristina e o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto. O encontro tinha como objetivo discutir a composição da chapa presidencial, mas terminou sem acordo.
Nos bastidores, a campanha já trabalha com alternativas. Entre os nomes avaliados estão as deputadas federais Simone Marchetto (SP) e Clarissa Tercio (PE), ambas filiadas ao Progressistas. A intenção é manter aberta a negociação com lideranças do partido enquanto prosseguem as conversas para uma aliança mais ampla.
Segundo integrantes da coordenação da campanha, o objetivo continua sendo atrair o apoio da federação formada por Progressistas e União Brasil, considerada estratégica para ampliar o tempo de propaganda eleitoral, a estrutura partidária e a capilaridade da candidatura nos estados.
Convenção ocorre no sábado
A convenção nacional do PL está marcada para o próximo sábado (25), no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, ocasião em que o partido deverá oficializar Flávio Bolsonaro como candidato à Presidência da República.
Mesmo diante da proximidade do evento, a coordenação da campanha afirma que continuará negociando até o prazo final para tentar viabilizar uma composição com outras legendas. O senador Rogério Marinho (PL-RN), responsável pela articulação política da candidatura, declarou que o partido manterá as conversas tanto com a federação formada por PP e União Brasil quanto com o Republicanos, legenda do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.
O desfecho dessas negociações poderá influenciar não apenas a definição do nome que ocupará a vice-presidência da chapa, mas também o desenho das alianças que sustentarão a campanha presidencial do PL na eleição deste ano.
* Redator: Solon Saldanha
Foto: Tereza Cristina. Crédito: reprodução SBT News

